Pesquisadores britânicos buscam entender como as abelhas rainhas vivem mais tempo e podem inspirar avanços na longevidade humana
Cientistas da Agência de Pesquisa Avançada + Invenção (Aria), do Reino Unido, estão investigando o DNA das abelhas, mais especificamente o das rainhas, que possuem uma longevidade significativamente maior que as operárias. Embora compartilhem a mesma genética, as rainhas vivem anos, enquanto as operárias têm uma vida útil bem mais curta, de apenas alguns meses.
Este fenômeno tem despertado o interesse dos cientistas, que acreditam que entender o segredo das abelhas rainhas pode oferecer pistas valiosas para prolongar a vida humana e até melhorar a fertilidade. Pesquisas anteriores, que envolveram o transplante de micróbios intestinais de rainhas para operárias, mostraram resultados promissores em termos de longevidade.
A pesquisa também busca fortalecer o sistema imunológico e explorar tratamentos para doenças infecciosas, câncer e doenças autoimunes. Com o apoio de tecnologias avançadas, os cientistas esperam replicar esse efeito positivo na biologia humana. Além disso, há uma investigação sobre materiais inspirados na natureza que podem ser mais resilientes, como plásticos biodegradáveis, além de possíveis inovações sustentáveis.
Esses estudos estão sendo realizados com um horizonte de três a cinco anos, com algumas pesquisas podendo ser prolongadas para maior profundidade.