Batida entre catamarã turístico e barco de pesca na Ilha de Itaparica provoca resgate de 100 pessoas, com uso de helicóptero e botes — Marinha e Graer mobilizam força-tarefa.
Na tarde desta terça-feira, 22 de julho de 2025, por volta das 13h, uma grave colisão na Baía de Todos-os-Santos mobilizou uma operação de resgate em larga escala. Um catamarã que realizava a travessia entre Morro de São Paulo (Cairu) e Salvador colidiu com um barco de pesca na região de Cacha Pregos, nas proximidades da Ilha de Itaparica. O impacto resultou no naufrágio da embarcação de pesca e deixou o catamarã à deriva.
A bordo do catamarã estavam 96 passageiros e quatro tripulantes. Já o barco de pesca era ocupado por dois pescadores. Após a batida, parte da estrutura do catamarã foi comprometida, e os passageiros precisaram se posicionar nos pontos mais altos da embarcação, fazendo uso de coletes salva-vidas enquanto aguardavam resgate.
A Capitania dos Portos, em articulação com o Centro de Coordenação do Serviço de Busca e Salvamento Marítimo do Leste (Salvamar Leste), rapidamente mobilizou uma força-tarefa com lanchas, rebocadores (Piatã e Pituba) e embarcações civis para realizar o socorro. O Grupamento Aéreo da Polícia Militar da Bahia (Graer) também foi acionado, utilizando helicópteros para agilizar o resgate e apoio aéreo.
Mais de seis botes foram utilizados no transporte das vítimas até o Terminal Náutico de Salvador, onde equipes do Samu aguardavam com ambulâncias para triagem médica e primeiros atendimentos. Até o momento, não há confirmação de feridos graves, mas a Marinha segue com as investigações para apurar as causas do acidente e eventuais responsabilidades.
O caso trouxe à tona memórias do trágico naufrágio da lancha “Cavalo Marinho I”, ocorrido em 2017 na mesma região, que resultou na morte de 23 pessoas. A tragédia atual, embora sem vítimas fatais confirmadas até agora, reforça o alerta sobre os riscos do transporte aquaviário na região.
A travessia entre Salvador e a Ilha de Itaparica é realizada diariamente por catamarãs e ferry-boats, com fluxo que chega a mais de 10 mil pessoas por dia durante a alta temporada. A operação é regulamentada pela ASTRAMAB e supervisionada pela AGERBA. O alto volume de passageiros, somado ao desgaste das embarcações e à sobrecarga das rotas, evidencia a necessidade de manutenção rigorosa, atualização das normas de segurança e treinamento contínuo das equipes operacionais.
O acidente também evidencia a importância de equipamentos de segurança e do preparo adequado das tripulações para atuar em situações emergenciais, evitando que colisões como essa tenham consequências ainda mais graves.