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Combate ao Ebola: OMS prevê vacina contra nova cepa em até nove meses

Foto: Reprodução Freepik
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Diante de surtos ativos na República Democrática do Congo e em Uganda, os processos para validação de novas vacinas estão sendo acelerados

A Organização Mundial da Saúde (OMS) trouxe um posicionamento importante sobre o controle de doenças globais nesta quarta-feira. A entidade estimou que uma vacina capaz de combater a variante Bundibugyo do vírus Ebola deve ficar pronta em um prazo de nove meses. Essa variante específica tem sido o foco principal de atenção após novos surtos da doença serem registrados em regiões do continente africano, principalmente na República Democrática do Congo e em Uganda.

Durante um anúncio feito na sede da organização, em Genebra, na Suíça, os representantes explicaram que a seleção de possíveis fórmulas de imunizantes está avançando mais rápido do que o normal por causa da urgência da situação nessas áreas afetadas.

O desafio e o foco na nova cepa

De acordo com Vasee Moorthy, consultor e líder da área de pesquisa e desenvolvimento da OMS, todo o processo de triagem e testes em laboratório ainda vai levar alguns meses devido à grande complexidade científica que envolve o vírus. O principal obstáculo atual é que, embora já exista uma linha de desenvolvimento promissora voltada justamente para frear a cepa Bundibugyo, ainda não há doses físicas do imunizante disponíveis para dar início aos testes clínicos com humanos.

A expectativa da organização é de que essa vacina específica seja tratada como prioridade absoluta por apresentar os resultados iniciais mais animadores contra a variante que provocou o surto recente. Mas, para que as primeiras remessas estejam prontas para uso real, o cronograma estimado varia de seis a nove meses de trabalho intenso.

Outras alternativas e as próximas fases de testes

Paralelamente, a ciência trabalha em uma segunda vacina candidata que segue um caminho diferente. Esse outro imunizante está com o cronograma mais adiantado, e as doses necessárias para iniciar as pesquisas clínicas podem ficar prontas bem antes, em cerca de dois a três meses.

Apesar do tempo reduzido, a liberação definitiva desse segundo projeto ainda não é garantida. A OMS faz um alerta de que os próximos passos dependem inteiramente de fases rigorosas de validação, onde serão analisadas a fundo a segurança e a eficácia da fórmula. Como há muitas incertezas nessa etapa, a aprovação final estará atrelada ao sucesso dos testes que estão sendo conduzidos em animais para comprovar que a vacina é viável e segura para a população.