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Como influenciadores poderão ganhar dinheiro usando Threads que faz parte da Web 3.0

Logo do threads - Dado Ruvic/ Reuters
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Threads, a nova rede social da Meta, conquistou mais de 10 milhões de usuários em apenas sete horas após o seu lançamento na noite de quarta-feira (5). Desenvolvida pela empresa controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, a plataforma apresenta uma dinâmica semelhante ao Twitter, com chamadas de “threads” que podem conter texto, vídeos e fotos. Os usuários podem participar de conversas em tempo real, semelhante à interação no Twitter.

Além de despertar expectativas sobre uma possível competição com o Twitter de Elon Musk, a comunidade está ansiosa para ver as novas possibilidades de monetização de conteúdo que o Threads pode trazer. Como parte da chamada “Web 3.0”, a plataforma se concentra na descentralização e na conformidade com o protocolo aberto de rede social chamado ActivityPub. Esse protocolo permite que os dados e o conteúdo gerados pelos usuários no Threads sejam considerados propriedade dos próprios usuários, e não da plataforma.

A diretora de estratégia de conteúdo e influência do Mercado Bitcoin, Inaiara Florêncio, teve sua visão sobre as mudanças que a terceira geração da Web pode trazer, destacando-se como sistólica para o futuro das redes sociais, incluindo o Threads. Segundo ela, embora ainda não haja informações precisas sobre como o Threads funcionará em termos de monetização para influenciadores e criadores de conteúdo, a lógica da Web 3.0 sugere que os usuários podem ser recompensados ​​financeiramente pelo trabalho realizado ao jogar e interagir nas redes sociais, utilizando a oportunidade de ganhar dinheiro com atenção que recebem e direcionam.

A Web 3.0, que representa o possível futuro da internet, é caracterizada por quatro elementos essenciais: descentralização, privacidade, segurança e posse por meio de tokens ou NFTs. A Meta expressa seu compromisso em oferecer aos usuários maior controle sobre sua audiência no Threads, reconhecendo os benefícios dos protocolos abertos de redes sociais que vão além da simples conexão entre usuários. Esses protocolos permitem que os desenvolvedores criem recursos e experiências de usuário inovadores que podem ser facilmente integrados a outras redes sociais abertas, acelerando o ritmo de inovação e experimentação.

A possibilidade de descentralização é viabilizada pelo ActivityPub, um protocolo aberto de rede social estabelecido pelo World Wide Web Consortium (W3C). Atualmente, o ActivityPub é utilizado por outras plataformas como Mastodon e WordPress. Ao tornar-se compatível com o ActivityPub, o Threads permite que suas postagens sejam acessadas por outros aplicativos compatíveis, proporcionando aos usuários a capacidade de alcançar diferentes públicos e ter acesso a diversas postagens, eliminando a necessidade de criar uma conta em cada rede social.

A especialista Inaiara Florêncio enfatizou que essas mudanças na economia da atenção marcam uma nova fase para criadores e influenciadores, oferecendo oportunidades de monetização e engajamento com a comunidade. Por exemplo, os criadores de conteúdo podem usar o Threads para atrair uma audiência mais cativa de seguidores e negociar com anunciantes ou apoiadores de seu conteúdo. Essas oportunidades abrem um novo leque de possibilidades de monetização.

Além disso, a descentralização também implica que as decisões sobre o funcionamento da rede social não seriam tomadas por uma única pessoa, mas sim por um conselho gestor independente da diretoria. Essa abordagem evitaria decisões arbitrárias, como o recente anúncio de Elon Musk sobre o limite diário de leitura de posts no Twitter.

À medida que o Threads ganha popularidade, a comunidade espera que a plataforma proporcione uma experiência diferenciada e inovadora no universo das redes sociais, oferecendo maior controle e possibilidades de monetização para os usuários.

Imagem: Divulgação/Instagram

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