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Cowboy Carter entrou para a história como a turnê country mais lucrativa de todos os tempos

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A Cowboy Carter Tour arrecadou US$ 407,6 milhões em apenas 32 shows, tornando-se a maior turnê country de todos os tempos — com impacto cultural global e performances inesquecíveis.

A Cowboy Carter Tour, promovendo o álbum Cowboy Carter de Beyoncé, entrou para a história como a turnê country mais lucrativa de todos os tempos, com faturamento de US$ 407,6 milhões (cerca de R$ 2,2 bilhões) e mais de 1,6 milhão de ingressos vendidos em 32 apresentações ao redor do mundo.

A turnê teve início em 28 de abril de 2025, no SoFi Stadium, em Inglewood (Los Angeles), com os cinco primeiros shows arrecadando cerca de US$ 55,7 milhões e 217 mil ingressos vendidos, gerando o maior faturamento em casa de shows para uma artista feminina até então.

Além dos EUA (em cidades como Los Angeles, Chicago, Nova York, Atlanta, Houston e Washington, D.C.), a turnê incluiu etapas na Europa com shows em Londres e Paris, todos esgotados e com grandes recordes de público e receita por estádio. Em Londres, Beyoncé realizou seis noites seguidas no Tottenham Hotspur Stadium, atraindo 275 mil espectadores e arrecadando mais de US$ 61 milhões.

Esse desempenho consolida Beyoncé como a primeira mulher e artista norte-americana com duas turnês superando US$ 400 milhões — a outra sendo a Renaissance World Tour (2023) que faturou US$ 579 milhões em 56 shows — posicionando-a entre os maiores nomes em receitas de turnês fonográficas historicamente, ao lado de Coldplay, Ed Sheeran e Rolling Stones.

O espetáculo mesclou elementos visuais de alta produção — como touros mecânicos dourados, carros clássicos, plataformas flutuantes e telas gigantes de LED — com cenografia inspirada no Velho Oeste e referências à cultura negra nas raízes do country. A produção custava cerca de US$ 11,1 milhões por noite, com figurinos assinados por grifes como Loewe e Roberto Cavalli e uma infraestrutura técnica luxuosa.

A turnê teve conclusão grandiosa em Las Vegas, no Allegiant Stadium, marcada por uma surpresa histórica: a reaparição do Destiny’s Child, com Kelly Rowland e Michelle Williams, que cantaram sucessos como “Bootylicious” e “Lose My Breath”, além de participar do fenômeno viral “mute challenge” durante “Energy”. Outras participações especiais incluíram Jay-Z, as filhas de Beyoncé — Blue Ivy e Rumi — e o astro country Shaboozey.

Mais do que números, a Cowboy Carter Tour representou um momento cultural poderoso, celebrando a contribuição das mulheres negras no country e expandindo diálogos sobre gênero, raça e identidade musical. Beyoncé dedicou seu Grammy de 2025 de “Álbum do Ano” ao legado de Linda Martell, pioneira negra no country, e reforçou seu propósito artístico como resistência criativa