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Crise na alfabetização: Mais de 50% das crianças do 2º ano não leem adequadamente

Foto: Freepik
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Impacto da Pandemia Acentua Desafios; Compromisso Nacional Criança Alfabetizada Busca Soluções

A situação da alfabetização no Brasil preocupa, conforme revelado por dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2021. Segundo o Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mais de 50% das crianças do segundo ano do Ensino Fundamental na rede pública não alcançaram os níveis esperados de leitura e escrita.

Antes mesmo da pandemia da COVID-19, o Brasil já enfrentava desafios na alfabetização, com quase 40% das crianças nessa faixa etária não alcançando as habilidades adequadas. Contudo, os efeitos da emergência global agravaram essa situação, trazendo impactos significativos para o aprendizado.

Júlia Ribeiro, oficial de Educação do Unicef, destaca que a redução dos dias letivos, a dificuldade de acesso a materiais educacionais e a ausência de acompanhamento próximo por profissionais foram fatores críticos durante a pandemia. A alfabetização, fase crucial no percurso educacional, pode influenciar não apenas o desempenho acadêmico, mas todo o futuro dos estudantes.

O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, lançado em 2023 pelo Ministério da Educação, busca endereçar essa problemática. Com parcerias entre estados, municípios e medidas específicas, o programa pretende garantir que 100% das crianças brasileiras estejam alfabetizadas ao final do segundo ano do Ensino Fundamental. Além disso, prevê a recuperação das aprendizagens para crianças do 3º, 4º e 5º ano afetadas pela pandemia.

Apesar das boas intenções do programa, Júlia Ribeiro destaca a necessidade de monitoramento constante para assegurar uma implementação efetiva. O Ministério da Educação informa que todos os estados aderiram ao Compromisso, com investimentos superiores a R$ 620 milhões no último ano. Projetos como a designação de articuladores e a criação de Cantinhos de Leitura evidenciam a abordagem multifacetada para solucionar esse desafio educacional. A iniciativa também estabeleceu parcerias com cinco universidades para fornecer formação continuada em leitura e escrita na Educação Infantil.

Foto: Reprodução

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