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Daniela Mercury se pronuncia após polêmica envolvendo Veko, o “homem do sombreiro”

Reprodução / Redes sociais
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Cantora defende artista do Cortejo Afro e destaca importância cultural do adereço em performance marcada por resistência e identidade

A cantora Daniela Mercury utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira (25) para se posicionar diante da polêmica envolvendo Veko Araújo, artista do Cortejo Afro conhecido como o “homem do sombreiro”. A repercussão começou quando Veko apareceu no trio de Daniela, durante uma manifestação que contou também com Wagner Moura, Nanda Costa e Lan Lanh. Parte do público criticou o fato de o único homem negro presente estar representado com o sombreiro.

Daniela fez questão de destacar o valor simbólico do adereço e o papel artístico de Veko: “O sombreiro que ele usa é símbolo de resistência, força e beleza da nossa cultura. A ele só tenho respeito e admiração”, escreveu. A declaração recebeu apoio dos fãs, que elogiaram a artista por esclarecer o contexto.

Mas quem é o “homem do sombreiro”? Nascido na Vila Brandão, em Salvador, Veko integra o Cortejo Afro desde 2004. Ator, cantor e performer, ele transformou o uso do sombreiro em uma performance artística que se tornou marca registrada do bloco. A tradição começou há cerca de 20 anos, quando ele incorporou o acessório em uma apresentação, dando-lhe novo significado. Desde então, o sombreiro se tornou símbolo de resistência e identidade cultural, levando poesia e arte pelas ruas do Brasil e do mundo.

Atualmente, Veko viaja com o Cortejo Afro, participando de apresentações que unem música, dança e teatro de rua, reforçando sua trajetória como representante da cultura baiana. A fala de Daniela Mercury reacende a importância de compreender as manifestações culturais em sua profundidade, valorizando símbolos que carregam memórias e resistências históricas.

 Reprodução / Redes sociais