Empresa afirma ter “tolerância zero” para qualquer tipo de discriminação e diz estar em contato com a família do jogador
A polêmica em torno da Disneyland Paris ganhou novos desdobramentos após a grave denúncia feita pelo atacante Raphinha, do Barcelona e da seleção brasileira. O jogador afirmou que seu filho Gael, de apenas 2 anos, foi ignorado por um personagem vestido de Tico e Teco durante visita ao parque, enquanto outras crianças — em sua maioria brancas — recebiam abraços e atenção dos mascotes.
As imagens divulgadas pela esposa do atleta, Nathalia Rodrigues Belloli, rapidamente viralizaram nas redes sociais, gerando revolta entre fãs, celebridades e ativistas contra o racismo. Raphinha, indignado, acusou a empresa de permitir discriminação e chegou a usar termos duros para descrever a situação.
Diante da repercussão internacional, a Disney se pronunciou por meio de nota enviada a veículos de imprensa. A companhia afirmou adotar uma política de “tolerância zero” para qualquer forma de discriminação ou preconceito, reforçando que o propósito dos parques é garantir que todas as famílias vivam experiências positivas e inclusivas.
Ainda segundo a empresa, representantes já teriam entrado em contato com a família de Raphinha para oferecer apoio e esclarecer os acontecimentos. A nota diz também que a denúncia será apurada internamente e que medidas cabíveis serão tomadas, caso seja comprovada falha na conduta dos funcionários envolvidos.
O caso reacendeu o debate sobre racismo estrutural em ambientes de lazer e entretenimento. Para muitos, o episódio mostra a importância de vigilância constante e de treinamentos que assegurem igualdade de tratamento a todas as crianças, independentemente da cor da pele.
Raphinha, que já havia se posicionado em outras ocasiões contra atos racistas sofridos por colegas de profissão, como Vinícius Júnior, agora expõe uma experiência dolorosa em âmbito pessoal, trazendo ainda mais visibilidade ao tema.