Às vésperas de assumir nova função na TV aberta, Felca revela a responsabilidade que sente ao tratar temas como bullying digital, autoestima e os impactos do universo online na juventude.
O influenciador Felca, de 27 anos, vive um momento de virada na carreira: ele está prestes a sair da tela dos celulares para assumir um quadro no programa “Fantástico”, da TV Globo. Esta novidade marca uma transição — de criador de conteúdo para apresentador — e traz consigo uma missão que ele considera de alta relevância: abordar os efeitos das redes sociais na saúde emocional, especialmente de crianças e adolescentes.
Durante entrevista, Felca confessou que a expectativa é “altíssima”. Ele afirmou que a equipe trabalhou durante meses para produzir algo “lindíssimo” e “superimportante” e espera que a estreia provoque impacto. Ele ressaltou que não está apenas animado, mas muito empolgado para que o público assista, reflita e participe desse momento.
A origem do convite e o contexto
A escolha de Felca para esse papel não é fruto apenas de visibilidade, mas de um histórico que chamou atenção: ele ganhou notoriedade ao lançar um vídeo-denúncia sobre a sexualização precoce de crianças nas redes sociais, assunto que repercutiu nacionalmente. Esse ativismo digital, somado ao seu alcance entre os jovens, o tornaram um nome apto para conduzir uma conversa mais séria sobre o universo online.
O quadro que ele vai apresentar terá seis episódios e será centrado em temas como autoestima, relacionamentos, bullying e transtornos emocionais ligados ao uso intenso das redes sociais. A proposta é unir informação, depoimentos reais e reflexão — com a meta clara de dialogar tanto com jovens quanto com pais.
A estrutura do novo trabalho
O programa foi anunciado no evento de novidades da emissora para 2026 e está previsto para estrear no ano seguinte. Ao longo dos seis episódios, Felca vai entrevistar especialistas, jovens que vivem o cotidiano das redes, famílias e também pessoas que sofreram consequências — positivas ou negativas — desse ambiente conectado. O foco central está em como o uso das redes sociais pode afetar o bem-estar emocional, o comportamento e as relações pessoais.
Além disso, a iniciativa faz parte de uma tendência crescente: as grandes redes de televisão buscam levar para a TV temas que antes eram tratados apenas online ou nas redes sociais. E ao convidar alguém que já se conecta com o público digital, a emissora aposta em um formato que mescla entretenimento e relevância social.
Desafios e repercussão
Mesmo com todo o entusiasmo, Felca não escondeu que esse engajamento tem um preço: ele revelou que, em determinado momento, teve um dos piores períodos financeiros de sua carreira como influenciador, ao recusar ou perder oportunidades de publicidade por seguir sua linha de ativismo. Ele disse que escolheu priorizar o que considera mais importante — a mensagem — em vez de monetizar rapidamente.
Esse tipo de postura reforça a dimensão do que está por vir: não se trata apenas de um apresentador jovem estreando na TV, mas de alguém que carrega uma trajetória de denúncia, reflexão e transformação, e agora ganha uma vitrine ainda maior.
Por que esse movimento importa
O mundo digital muda rápido, e os jovens convivem diariamente com desafios que as gerações anteriores talvez não tenham enfrentado com a mesma intensidade: comparação constante, pressão por aparências, cyberbullying, exposição precoce. A iniciativa de levar esse debate para um espaço tão amplo como o “Fantástico” sinaliza que essas questões estão ganhando reconhecimento — e urgência — em nosso convívio social.
Para Felca, essa é uma oportunidade de dar visibilidade a esses temas e dialogar com famílias, educadores, jovens e sociedade em geral. Ao transitar entre internet e televisão, ele busca ampliar o alcance da conversa, alcançar aqueles que talvez não estivessem atentos antes e provocar mudanças no cotidiano.
O que podemos esperar
- Depoimentos de jovens que experimentaram os impactos das redes sociais em sua autoestima ou saúde mental.
- Entrevistas com especialistas (psicólogos, sociólogos, educadores) que ajudam a entender os mecanismos por trás da pressão digital.
- Relatos de famílias que convivem com os efeitos desse ambiente conectado.
- Reflexões sobre como pais, escolas e plataformas podem atuar para tornar o universo online mais saudável.
- Uma linguagem acessível, voltada para quem vive ou acompanha o mundo digital — sem perder profundidade.
Em resumo
Felca está assumindo um desafio relevante: migrar de criador digital para apresentador de televisão com um propósito maior. Sua nova função não é só entreter — é conscientizar. E, para muitos, este pode ser um natal oportuno para refletirmos como usamos as redes, como nos vemos através delas e como podemos lidar melhor com nossos jovens conectados.