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Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, líder das pesquisas sobre a polilaminina será ouvida por deputados federais em Brasília

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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Comissões da Câmara debatem o uso de composto que promete revolucionar o tratamento e a regeneração de lesões na medula espinhal.

A Câmara dos Deputados em Brasília realiza um debate estratégico sobre os avanços científicos na área de neuroregeneração no Brasil. Comissões da Casa se reúnem para discutir a viabilidade, o fomento e a segurança da polilaminina, um composto biomolecular que desponta como uma das principais promessas da medicina para a recuperação da mobilidade de pacientes que sofreram lesões na medula espinhal, como pessoas tetraplégicas e paraplégicas.

Para detalhar o estágio atual da pesquisa e os impactos práticos da descoberta, os parlamentares convidaram a bióloga e professora doutora Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e principal cientista responsável pelo desenvolvimento da substância no país. Ela apresentará as evidências laboratoriais obtidas até o momento, que demonstram como o composto atua na criação de um microambiente propício para o reparo neural, estimulando a reestruturação e a cicatrização do tecido medular lesionado.

O debate parlamentar ocorre em um momento decisivo. A tecnologia da polilaminina, obtida a partir de polímeros de origem placentária, obteve autorização regulatória junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para avançar rumo à etapa crítica dos ensaios clínicos com seres humanos. O envolvimento do Legislativo busca estabelecer as diretrizes para o incentivo econômico desse biotecnológico, conectando universidades, hospitais públicos e centros científicos para viabilizar e acelerar os testes práticos com toda a segurança jurídica e sanitária necessária.

As lideranças das comissões envolvidas destacam que o objetivo central da audiência pública é entender os mecanismos de financiamento público e privado indispensáveis para que a pesquisa não sofra interrupções. Além disso, os deputados estudam o desenvolvimento de marcos legais que facilitem a futura inclusão e distribuição do tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), impedindo o avanço de demandas judiciais e assegurando que as tecnologias médicas de ponta desenvolvidas em solo brasileiro cheguem de forma segura e democrática a toda a população que necessita do tratamento.