Em um registro impressionante feito por Tiago Peixoto, duas baleias-jubarte saltam juntas na Baía de Todos-os-Santos — um momento único que celebra a temporada anual de observação no litoral baiano.
Num sábado de emoção e pura beleza, o fotógrafo Tiago Peixoto, do Projeto Baleia Jubarte, capturou um gesto raro: duas baleias-jubarte saltando ao mesmo tempo, com a paisagem urbana de Salvador ao fundo — um verdadeiro encontro entre vida selvagem e cidade histórica.
O registro foi compartilhado por Gegê Magalhães, diretor de Turismo de Salvador, que exaltou o impacto emocional do vídeo: “Turismo de observação de baleias em Salvador é único! Além do espetáculo da natureza, você ainda tem como cenário a nossa cidade linda ao fundo”. Ele completou dizendo que foi “uma experiência inesquecível que une mar, vida selvagem e a beleza de Salvador”.
A temporada, que vai de julho a outubro, marca o período em que as jubartes migram da Antártica rumo à Baía de Todos-os-Santos para reprodução e cuidado dos filhotes. A estimativa para 2025 é animadora: cerca de 35 mil baleias devem passar pelo litoral brasileiro, reforçando o apelo turístico e ecológico da região. No ano anterior, Salvador teve 1.012 avistamentos, número que superou os 843 de 2023.
Os locais mais propícios para esses encontros são as saídas de barcos nas marinas da cidade, especialmente com vista para o Farol da Barra. Essas embarcações são operadas por empresas credenciadas e realizadas em parceria com o Projeto Baleia Jubarte, garantindo respeito às normas de proteção dos cetáceos.
Para quem ainda não conhece, a baleia-jubarte ou Megaptera novaeangliae é famosa por seus impressionantes saltos e comportamento acrobático — são verdadeiras “asas” que surgem nas águas, como sugere seu nome científico. Esses saltos podem servir para comunicação, exibição, retirada de parasitas, ou simplesmente um espetáculo para os observadores atentos.
Mais que um belo registro, esse episódio reforça a importância do ecoturismo bem orientado e da conservação marinha. O Instituto Baleia Jubarte e demais iniciativas locais têm trabalhado há anos para garantir que as jubartes permaneçam vivas e admiradas, não caçadas — resultado de décadas de luta culminando na proibição da caça em 1987.