Robert Francis Prevost, primeiro pontífice norte-americano, era considerado azarão nas apostas; apenas 1% dos apostadores previram sua escolha
A eleição de Robert Francis Prevost como Papa Leão XIV surpreendeu o mundo e, especialmente, os apostadores. O cardeal norte-americano, de 69 anos, não figurava entre os favoritos nas principais casas de apostas, como a Polymarket, onde apenas 1% das apostas indicavam seu nome como sucessor de Francisco.
Prevost, que também possui cidadania peruana, foi eleito após quatro votações do conclave, encerrado na quinta-feira, 8 de maio. Sua escolha representou um marco histórico, sendo o primeiro papa nascido nos Estados Unidos.
Nas plataformas de apostas, o italiano Pietro Parolin liderava com cerca de 60% das apostas até momentos antes do anúncio oficial. Outros nomes, como o filipino Luis Antonio Tagle, também figuravam entre os favoritos.
A eleição de Prevost gerou lucros significativos para os poucos que apostaram em seu nome. Na Polymarket, quem investiu um dólar em Prevost recebeu 58 dólares de retorno. No total, cerca de 1,2 milhão de dólares foram apostados em seu nome, resultando em pagamentos de aproximadamente 7,3 milhões de dólares aos apostadores.
A escolha de Prevost também lança luz sobre o funcionamento interno do conclave, frequentemente descrito como imprevisível. Como afirmou um cardeal brasileiro: “O conclave é uma caixa de surpresas. Só em poucos casos é possível prever algo.”
O novo papa adotou o nome Leão XIV, sinalizando uma possível continuidade das políticas sociais de seus predecessores. Especialistas interpretam essa escolha como um indicativo de seu compromisso com questões sociais e de justiça.
A eleição de Leão XIV destaca as limitações das apostas e previsões em eventos tão complexos e espirituais como a escolha de um novo papa. Para os poucos que desafiaram as probabilidades, a surpresa foi tanto espiritual quanto financeira.