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Entenda o caso sobre prisão de Fernando Collor após condenação por corrupção

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Ex-presidente é detido em Maceió para cumprir pena de 8 anos e 10 meses por envolvimento em esquema na BR Distribuidora

Na madrugada desta sexta-feira, 25 de abril de 2025, o ex-presidente da República Fernando Collor de Mello, de 75 anos, foi preso em Maceió (AL) para cumprir pena de 8 anos e 10 meses de reclusão, inicialmente em regime fechado. A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a rejeição de um segundo recurso da defesa, considerado meramente protelatório.

A condenação de Collor, proferida em 2023, está relacionada a um esquema de corrupção na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. De acordo com a acusação, o ex-presidente teria recebido R$ 20 milhões em propina para facilitar contratos da estatal com a empresa UTC Engenharia, em troca de apoio político para a nomeação e manutenção de diretores na empresa.

A prisão ocorreu por volta das 4h, no Aeroporto Zumbi dos Palmares, em Maceió, quando Collor se preparava para embarcar para Brasília, onde pretendia se apresentar às autoridades. Segundo seus advogados, ele encontra-se custodiado na Superintendência da Polícia Federal na capital alagoana.

A decisão de Moraes será analisada pelos demais ministros do STF em sessão virtual extraordinária marcada para esta sexta-feira, das 11h às 23h59. No entanto, o cumprimento da pena teve início imediato, conforme autorizado pelo ministro.​

Fernando Collor foi o primeiro presidente eleito por voto direto após a redemocratização do Brasil, em 1989. Seu mandato foi interrompido em 1992, quando renunciou ao cargo em meio a um processo de impeachment por denúncias de corrupção. Após o período de inabilitação política, retornou à vida pública como senador por Alagoas, cargo que ocupou até 2023.​

A prisão de Collor reforça o histórico de presidentes brasileiros envolvidos em escândalos de corrupção desde a redemocratização. Além dele, Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado e posteriormente teve suas sentenças anuladas, enquanto Dilma Rousseff sofreu impeachment em 2016. Jair Bolsonaro enfrenta investigações por suposta tentativa de golpe de Estado. Apenas Fernando Henrique Cardoso não foi alvo de processos judiciais.

A defesa de Collor afirmou que recebeu a decisão com “surpresa e preocupação” e que irá buscar os meios legais cabíveis para reverter a condenação. No entanto, com a rejeição dos recursos e o trânsito em julgado da sentença, o ex-presidente inicia o cumprimento da pena, marcando um capítulo significativo na história política e judicial do país.