Troféu mais cobiçado da América do Sul sofreu dano logo após a final em Lima e precisou de “primeiros socorros” com fita adesiva para desfilar no Rio de Janeiro.
A festa do tetracampeonato do Flamengo na Copa Libertadores, que arrastou cerca de 500 mil torcedores para as ruas do Rio de Janeiro, teve um detalhe inusitado que chamou a atenção dos observadores e rapidamente viralizou nas redes sociais: o símbolo máximo da América do Sul, a taça da Libertadores, apareceu… remendado.
O Que Aconteceu: Um Dano em Meio à Euforia
O momento de curiosidade foi capturado durante o apoteótico desfile da delegação rubro-negra em um trio elétrico no Centro da cidade, no domingo (30). Imagens de televisão e fotos registraram claramente que a parte de cima do troféu – aquela que exibe a icônica figura de um jogador simulando um chute – estava envolta em uma proteção improvisada, que parecia ser fita crepe ou um tipo de fita adesiva.
O dano, no entanto, não ocorreu durante a celebração com a torcida no Rio. De acordo com informações de bastidores da imprensa esportiva, a taça teria se quebrado ainda no Peru, no gramado do Estádio Monumental U, em Lima, logo após a vitória do Flamengo sobre o Palmeiras na final do sábado (29). Em meio à euforia, às muitas mãos que seguram o objeto e aos levantamentos do troféu, a figura que adorna o topo se soltou. O “primeiro socorro” improvisado com a fita foi a solução de emergência encontrada para garantir que o troféu pudesse participar da grande festa junto à Nação Rubro-Negra no dia seguinte.
A Taça e sua História de ‘Acidentes’
O episódio reacende uma discussão frequente no mundo do futebol sobre qual taça os clubes levantam e carregam: o troféu original ou uma réplica?
É sabido que, devido ao valor inestimável, à fragilidade e à necessidade de atualização constante das placas com os nomes dos campeões, a CONMEBOL costuma fornecer uma réplica oficial para que os times a utilizem em comemorações e exibições públicas. A taça original, feita de prata, com base de madeira e que carrega a rica história e tradição do torneio, fica majoritariamente guardada na sede da entidade ou sob custódia especial.
Independentemente de ser a réplica oficial ou a taça que o clube tem direito a possuir, o troféu da Libertadores tem um histórico de “acidentes” em momentos de celebração intensa. Em outras conquistas, com diferentes clubes, o artefato já sofreu avarias, tamanha a paixão e a intensidade com que é disputado e celebrado.
O caso do Flamengo, embora tenha gerado brincadeiras e memes nas redes sociais, apenas ilustra a euforia e a força do sentimento que envolve a conquista continental. A “gambiarra” com a fita crepe foi a solução prática e rápida para assegurar que o símbolo máximo da América do Sul estivesse presente no desfile, ainda que de forma improvisada, mas cheia de significado.