Entenda como funciona essa área de baixa pressão que atua a quilômetros de altura e por que ela provoca chuvas intensas em estados como São Paulo e na região Nordeste.
Muitas pessoas têm notado mudanças repentinas no tempo nos últimos dias, com chuvas fortes e ventos intensos em várias partes do país. O motivo principal, segundo meteorologistas, é um fenômeno com nome complicado, mas efeitos bem visíveis: o Vórtice Ciclônico de Altos Níveis, conhecido pela sigla VCAN.
Diferente de um furacão ou de um ciclone comum que acontece perto do chão, o VCAN ocorre a cerca de 10 a 12 quilômetros de altura na atmosfera. Ele funciona como uma grande “engrenagem” de ar que gira no sentido horário. O interessante é que, no centro desse redemoinho gigante, o tempo costuma ficar seco e ensolarado, mas nas suas bordas a situação é oposta.
Impacto no Brasil No momento, o fenômeno está influenciando o clima em estados do Sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro, e também em grande parte do Nordeste. Nas bordas desse vórtice, o ar sobe com muita força, formando nuvens carregadas que resultam em temporais isolados, ventanias e, em alguns casos, até queda de granizo.
Especialistas explicam que esse sistema é comum nesta época do ano, mas exige atenção redobrada das autoridades de Defesa Civil. Como as chuvas provocadas pelo VCAN costumam ser muito volumosas em um curto espaço de tempo, o risco de alagamentos e deslizamentos em áreas urbanas aumenta consideravelmente.
A recomendação para os próximos dias é ficar de olho nas previsões locais, já que o vórtice pode se deslocar e mudar as áreas de instabilidade rapidamente.