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Estudo identifica quatro subtipos biológicos de autismo

Foto: Reprodução
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Pesquisadores utilizam inteligência artificial para mapear padrões cerebrais e sugerir tratamentos mais personalizados para pacientes com TEA

A ciência acaba de dar um passo importante para entender melhor a complexidade do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Um estudo recente, publicado na revista Nature Neuroscience, revelou que o autismo não é uma condição única em termos biológicos, mas sim dividido em quatro subtipos distintos. A descoberta foi possível graças ao uso de inteligência artificial, que analisou milhares de exames de imagem cerebral e dados genéticos.

Até então, o diagnóstico do autismo era baseado principalmente na observação do comportamento. Agora, os cientistas conseguiram agrupar os pacientes de acordo com a forma como as diferentes áreas do cérebro se conectam e como isso se relaciona com características específicas. Dois dos subtipos identificados apresentam níveis mais altos de inteligência verbal, enquanto os outros dois estão ligados a comportamentos repetitivos mais intensos e dificuldades maiores na comunicação social.

A grande diferença entre esses grupos está na biologia: cada subtipo possui conexões cerebrais únicas e está associado a diferentes vias genéticas. Por exemplo, enquanto um grupo mostra excesso de conexões em áreas que processam informações visuais, outro apresenta conexões reduzidas em áreas ligadas ao sistema de recompensa e interação social.

Essa descoberta é fundamental porque explica por que um tratamento que funciona muito bem para uma criança pode não ter o mesmo efeito em outra. Com essa nova classificação, os médicos poderão, no futuro, oferecer terapias e medicamentos muito mais certeiros, focados na necessidade biológica específica de cada paciente, melhorando significativamente a qualidade de vida das pessoas no espectro.