O capitão do Bahia, que passou por cirurgia para retirada da glândula tireoide devido a um carcinoma, inicia recuperação com foco em retorno ao gramado e amplia seu engajamento filantrópico ao se tornar embaixador de instituição voluntária em Salvador.
O meio-campista Éverton Ribeiro, 36 anos, vive um período repleto de desafios e superações. No início de outubro de 2025, o atleta identificou um problema de saúde sério: o diagnóstico de câncer de tireoide (carcinoma papilífero). A descoberta veio após exames de rotina realizados pelo departamento médico do Bahia, que detectou alterações nos resultados e comandou nova investigação.
Procedimento e diagnóstico
No dia 6 de outubro, Éverton passou por cirurgia para remoção da tireoide, procedimento conhecido como tireoidectomia. A operação foi considerada um sucesso: ele anunciou que a glândula foi retirada totalmente e que não será necessário tratamento adicional, segundo laudo da patologia. Vale destacar: o tipo do tumor, carcinoma papilífero, é o mais comum entre os diagnosticados na tireoide e tem boa taxa de cura quando tratado precocemente.
Retorno aos treinos
Pouco tempo depois do procedimento, o jogador iniciou seu processo de recuperação no CT Evaristo de Macedo, em Salvador. No dia 21 de outubro ele foi liberado para atividades leves, incluindo musculação e treino com bola. A expectativa inicial é que possa estar à disposição da equipe principal ainda na reta final da temporada, dependendo da evolução física e clínica.
Significado para o clube e para o atleta
Para o Bahia, contar com Éverton novamente representa mais do que recuperar um atleta — é recuperar o capitão, líder dentro e fora de campo. Sua presença reforça o perfil do clube, que em 2024 voltou a ter no elenco um jogador que disputou Copa do Mundo pela seleção brasileira após 12 anos. Para o próprio jogador, o momento representa uma nova etapa. Ele admitiu que no início foi um baque: “Foi assustador. No começo, eu nem falava essa palavra: câncer.” Mas com fé, apoio da família e equipe médica, tudo indica uma recuperação plena.
Engajamento social ampliado
Enquanto se recupera, Éverton aproveitou o momento para assumir um engajamento social mais profundo. No dia 29 de outubro, ele visitou as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), em Salvador, acompanhado da esposa Marília Nery, conhecendo os projetos da instituição e participando de campanha de arrecadação destinada à construção de uma nova sala de radioterapia. A iniciativa reforça a imagem do jogador como embaixador de causas sociais e como alguém que, diante de sua própria luta, demonstra solidariedade para com outros.
O que esperar daqui para diante
Do ponto de vista técnico-esportivo, o cronograma de recuperação prevê que após a cirurgia, o atleta continue sendo monitorado de perto: liberação médica, avaliação de condicionamento, nível de cicatrização, entre outros fatores. Segundo especialistas, atletas que passam por remoção da tireoide podem retomar suas atividades plenas em cerca de quatro semanas ou pouco mais, dependendo de intercorrências. No âmbito pessoal e humano, essa fase de superação reforça a narrativa de um jogador que, além de talento, agrega liderança, responsabilidade social e exemplo de vida.
Considerações finais
Éverton Ribeiro mostra que sua atuação vai muito além dos gramados. A cirurgia surpreendeu, mas o tratamento rápido, diagnóstico precoce e estrutura de suporte deram força para que o retorno ao clube seja possível em curto prazo. E enquanto se prepara para voltar a vestir a camisa 10 do Bahia, ele não deixa de lado o compromisso com a comunidade e transforma sua própria história em motivação para outros.