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Ex-atleta de basquete que desferiu 61 socos na namorada alega ter sido agredido na prisão do RN

Foto: Reprodução/Rede Social
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Após espancar brutalmente sua companheira, ex-atleta afirma ter sofrido abuso físico por agentes penais enquanto aguardava julgamento

No fim de julho de 2025, o ex-atleta de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, foi preso em flagrante após espancar a namorada, Juliana Garcia, com 61 socos dentro de um elevador em um condomínio de luxo em Natal (RN). As imagens das câmeras de segurança exibem a violência extrema: Juliana sai ensanguentada, desfigurada e é socorrida por vizinhos. O agressor alegou ter sofrido uma crise de claustrofobia durante o episódio.

Juliana foi hospitalizada no Hospital Universitário Onofre Lopes, da UFRN, onde passou por uma cirurgia de reconstrução facial e permanece em recuperação com hematomas em regressão, embora ainda sem previsão de alta definitiva.

Após a prisão preventiva e transferência para a Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará‑Mirim, Igor alegou ter sido submetido a agressões por parte de policiais penais de plantão. Segundo ele, foi colocado nu e algemado em cela isolada e sofreu murros, chutes, cotoveladas e spray de pimenta. De acordo com o relato, os agentes teriam dito que ele “chegou no inferno” e chegaram a orientá-lo a tirar a própria vida .

A Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP) do Rio Grande do Norte afirma ter tomado providências imediatas após receber a denúncia. A Corregedoria do sistema prisional e a Ouvidoria foram acionadas, e Igor foi levado à Delegacia de Plantão para registrar boletim de ocorrência e encaminhado ao ITEP para exame de corpo de delito. A Polícia Civil será responsável pela investigação.

Segundo informações registradas, Juliana já teria sofrido violência psicológica e física em episódios anteriores da relação. No boletim de ocorrência, ela relatou também ter sido incentivada por Igor a cogitar tirar a própria vida.

Apesar dessas acusações graves, a defesa de Igor afirma que não foi informada oficialmente sobre a denúncia na prisão e que não teve acesso ao cliente para acompanhar os procedimentos legais