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Família de Juliana Marins opta pelo sepultamento para preservar provas por eventual exumação

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Depois de mudar de planos, decisão tem como objetivo garantir apoio a investigação sobre os fatos ocorridos durante resgate na Indonésia

Nesta sexta-feira (4), a família de Juliana de Souza Pereira Marins, de 26 anos, decidiu pelo sepultamento de seu corpo, contrariando o desejo de cremação que havia sido autorizado pela Justiça via Defensoria Pública do Rio de Janeiro no dia anterior. A mudança de decisão visa preservar vestígios e possibilitar uma futura exumação, caso as investigações sobre as circunstâncias da morte exigirem.

O funeral ocorreu no Cemitério e Crematório Parque da Colina, em Niterói, com velório aberto ao público até o início da tarde, seguido de cerimônia reservada aos amigos e familiares, que culminou com o sepultamento ainda na manhã de sexta.

O pai de Juliana, Manoel Marins, manifestou profunda indignação com a demora nas operações de resgate na Indonésia. Ele apontou falhas na estrutura local e criticou o que considerou “despreparo e descaso com a vida humana”, ressaltando que o país, fortemente dependente do turismo, deveria ter protocolos mais eficazes para lidar com esse tipo de emergência.

Juliana sofreu o acidente no dia 21 de junho, quando participava de uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. O resgate, contudo, só foi concluído em 24 de junho, quando a jovem já estava sem vida. Este intervalo levou a família a questionar os procedimentos adotados pelas equipes locais.

Logo após a chegada do corpo ao Brasil, foi realizada uma nova autópsia no Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto, no Rio de Janeiro. Esta medida foi solicitada pela família, que questiona o laudo inicial elaborado por legistas indonésios, que atribuiu a causa da morte a hemorragia e trauma interno causado por queda.

O novo laudo, ainda preliminar, deverá ser divulgado em até sete dias, conforme previsto pela família e pelas autoridades médicas brasileiras.

O acidente repercutiu com grande impacto no Brasil — mobilizando tanto o Itamaraty quanto a Embaixada em Jacarta, além de influenciar na tramitação de um novo decreto presidencial que prevê o custeio de repatriações de mortos no exterior. Também resultou no encaminhamento de projeto de lei no Senado, batizado de “Lei Juliana Marins”, voltado a garantir apoio oficial à repatriação de brasileiros falecidos fora do país.

A morte da publicitária e influenciadora brasileira, natural de Niterói, causou comoção e levantou questionamentos sobre segurança e estrutura de resgate em trilhas perigosas, especialmente em destinos populares, como o Monte Rinjani. A flamante repatriação traz à tona um debate urgente sobre atendimento emergencial a turistas estrangeiros