Curta-metragem “Meu Pai e a Praia” de Marcos Alexandre destaca temas de paternidade e afeto na 13ª edição do Africa International Film Festival
O curta-metragem baiano “Meu Pai e a Praia”, escrito e dirigido por Marcos Alexandre, ganhou visibilidade internacional ao ser selecionado para a 13ª edição do Africa International Film Festival, que ocorrerá entre os dias 3 e 9 de novembro de 2024, em Lagos, na Nigéria. Este festival é reconhecido por sua missão de promover o cinema africano e de cineastas afrodescendentes, criando um espaço para que suas histórias sejam contadas e apreciadas por um público global.
Sinopse e Temática
“Meu Pai e a Praia” aborda questões contemporâneas como a ausência paterna, o afeto, a maternidade solo, a tecnologia e a busca por laços familiares. A narrativa se desenrola em uma Salvador futurista, onde o jovem Kinho se decepciona ao descobrir que seu pai não poderá levá-lo à praia, um desejo comum entre crianças. A trama toma um rumo inesperado quando, no dia seguinte, o pai de Kinho aparece de forma surpreendente, despertando nele uma mistura de alegria e estranheza. Embora note mudanças no comportamento de seu pai, Kinho decide aproveitar o tempo precioso que passa ao lado dessa figura paterna, explorando a complexidade dos relacionamentos familiares.
O filme é estrelado pelo ator Kaio Ribeiro, que dá vida ao personagem Kinho, e conta com a participação de Aline Nepomuceno, que interpreta a mãe de Kinho, e Heraldo de Deus, que assume o papel do pai. As gravações ocorreram em julho do ano passado, em locações como a Praia da Boa Viagem e outros pontos icônicos da capital baiana, criando uma ambientação que dialoga com a cultura local e a identidade afro-brasileira.
Significado Cultural
Marcos Alexandre expressou sua satisfação em participar de um festival africano com um filme que não apenas retrata a realidade de Salvador, mas que também é produzido na cidade considerada a mais negra fora da África. Ele ressaltou que o projeto contou com um elenco e equipe técnica majoritariamente formados por pessoas negras, destacando a importância da representatividade e da conexão cultural entre Salvador e o continente africano. “Estrear em um festival africano é de uma beleza ímpar. Este marco representa mais do que uma estreia: é uma reafirmação dos laços culturais e históricos entre Salvador e o continente africano”, comentou o diretor, enfatizando a relevância do filme no contexto atual.
O Festival
O Africa International Film Festival é um dos eventos cinematográficos mais importantes do continente, dedicado a celebrar e promover o cinema africano. O festival reúne cineastas, atores, críticos e amantes da sétima arte, proporcionando uma plataforma para a exibição de obras que refletem a diversidade e a riqueza das experiências africanas e afrodescendentes. A seleção de “Meu Pai e a Praia” para este festival é uma conquista significativa que promete destacar ainda mais o talento emergente do cinema baiano no cenário internacional.
Com estreia prevista para o primeiro semestre de 2025, “Meu Pai e a Praia” promete trazer à tona discussões essenciais sobre a paternidade e as dinâmicas familiares, ao mesmo tempo em que reafirma a importância da representação negra nas narrativas cinematográficas.
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