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Flacidez íntima, Condição comentada por Gracyanne Barbosa: entenda por que o emagrecimento rápido e exercícios intensos afetam a região

Foto: Reprodução/Instagram
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Condição comentada pela influenciadora Gracyanne Barbosa levanta o debate sobre os impactos da perda de gordura extrema no corpo feminino

A influenciadora fitness Gracyanne Barbosa, de 42 anos, chamou a atenção nas redes sociais ao falar abertamente sobre as mudanças que percebeu em sua região íntima devido ao seu percentual de gordura muito baixo. O desabafo acendeu um alerta e abriu espaço para uma discussão importante sobre como o emagrecimento severo, a definição corporal extrema e o uso de recursos como as “canetas emagrecedoras” afetam a saúde íntima das mulheres.

A ginecologista Laura Gusman explicou que a vulva e os grandes lábios contam com um tecido gorduroso essencial, responsável por dar volume, sustentação e proteção para a área. Quando ocorre uma perda de peso muito acentuada ou rápida, essa gordura diminui drasticamente, deixando a região com um aspecto mais “murcho”, sem sustentação e com flacidez na pele, já que o tecido nem sempre consegue se recuperar na mesma velocidade da perda de volume.

Esse quadro tem se tornado comum não apenas em atletas e mulheres que praticam atividades físicas de alta intensidade, mas também em pacientes que passam por processos de emagrecimento acelerado. O problema vai muito além do visual: quando o corpo entra em um estado de escassez de energia por conta de dietas muito restritivas, ele diminui a produção de hormônios essenciais, como o estrogênio.

A falta dessa sustentação natural e a queda hormonal trazem prejuízos práticos para o dia a dia. A redução da gordura nos grandes lábios diminui a proteção natural da vulva e da entrada da vagina, o que aumenta o atrito e pode causar desconforto, sensibilidade e dor em atividades simples como pedalar, treinar ou durante as relações sexuais. Além disso, a diminuição do estrogênio afeta diretamente a lubrificação e a elasticidade local.

Os especialistas apontam que o limite biológico mínimo para o corpo feminino manter as funções hormonais e metabólicas em dia gira em torno de 10% a 13% de gordura corporal. Abaixo disso, o organismo passa a economizar energia, o que prejudica o ciclo menstrual, a fertilidade e os tecidos íntimos. Vale lembrar que a flacidez na região também é multifatorial, associada ao envelhecimento natural, quedas na produção de colágeno, menopausa, gestações e oscilações de peso ao longo da vida.

Para as mulheres que sofrem com esse incômodo, a medicina atual oferece alternativas eficazes. Hoje em dia, existem tratamentos focados na recuperação da firmeza, hidratação e sustentação da área, que incluem o uso de lasers íntimos, radiofrequência, preenchimentos locais e aplicações de bioestimuladores de colágeno.