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Funeral do Papa Francisco reúne líderes mundiais em cerimônia solene no Vaticano

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Organizados conforme o protocolo diplomático, chefes de Estado e representantes internacionais participaram da despedida histórica que marcou o fim de uma era na Igreja Católica.

O funeral do Papa Francisco, realizado neste sábado (26) na Praça de São Pedro, no Vaticano, não foi apenas uma cerimônia religiosa carregada de emoção, mas também um dos maiores encontros diplomáticos dos últimos anos. Líderes de diversas nações e representantes de organismos internacionais se reuniram para prestar suas últimas homenagens ao pontífice argentino, cuja liderança transformou a face da Igreja Católica nas últimas décadas.

A disposição dos convidados seguiu um protocolo diplomático rigoroso, estabelecido pelo Vaticano, priorizando a ordem de precedência dos Estados soberanos reconhecidos. Chefes de Estado foram organizados em setores específicos, conforme a ordem alfabética em francês — língua oficial da diplomacia vaticana — respeitando regras que equilibram a representatividade política e o caráter religioso do evento.

Entre os presentes, destacaram-se o presidente da Itália, Sergio Mattarella; o presidente da França, Emmanuel Macron; o presidente da Argentina, Javier Milei; o rei Felipe VI da Espanha; o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa; além de líderes de países da América Latina, da África, da Ásia e da Europa. Representantes religiosos, como o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, e o Arcebispo de Canterbury, Justin Welby, também marcaram presença, evidenciando o alcance inter-religioso do legado de Francisco.

O Brasil foi representado pela vice-presidente da República, Marina Silva, que integrou a delegação brasileira ao lado de autoridades diplomáticas e religiosas. A presença da vice-presidente simbolizou a importância dos laços históricos entre o Vaticano e o Brasil, país que concentra a maior população católica do mundo.

Durante a cerimônia, conduzida pelo decano do Colégio Cardinalício, cardeal Giovanni Battista Re, foram entoados cânticos litúrgicos em latim, realizadas leituras das Sagradas Escrituras em diversas línguas, e respeitados os ritos tradicionais que remontam há séculos na história da Igreja. O caixão de Francisco foi colocado diante do altar maior da basílica antes de ser levado às Grutas Vaticanas, onde foi sepultado.

O protocolo de organização seguiu os moldes utilizados em funerais papais anteriores, como o do Papa Bento XVI em 2022 e o de João Paulo II em 2005, mas a dimensão global do evento foi ainda mais evidente desta vez, dada a popularidade e a influência mundial de Francisco. O pontífice, que escolheu como lema “Miserando atque eligendo” (“Olhou com misericórdia e o escolheu”), será lembrado não apenas como o primeiro Papa latino-americano e jesuíta, mas como um líder que buscou uma Igreja mais aberta, inclusiva e comprometida com causas sociais.

O Vaticano destacou que, para respeitar o desejo de Francisco de uma cerimônia “sóbria e simples”, a missa de funeral foi planejada para equilibrar a grandiosidade dos rituais com o espírito de humildade que sempre marcou seu pontificado.

O encontro de líderes no Vaticano, além de demonstrar respeito ao falecido papa, também reforçou a centralidade do Vaticano como espaço de diálogo internacional. Após a cerimônia, muitos chefes de Estado participaram de breves encontros bilaterais, reforçando a diplomacia vaticana como peça-chave nas relações internacionais contemporâneas.

O funeral de Papa Francisco ficará registrado como um dos maiores eventos religiosos e políticos da história recente, reafirmando a força da fé católica e a importância da Igreja no cenário mundial contemporâneo.