Equipe jovem domina disputas de conjunto e atletas individuais garantem pódios, reafirmando o Brasil como potência continental
A ginástica rítmica brasileira encerrou sua participação no Campeonato Pan-Americano de 2025, realizado em Assunção, Paraguai, com um desempenho espetacular, consolidando o país como uma força dominante na modalidade. Mesmo com uma equipe jovem, carinhosamente apelidada de “time B” e com idade média de 17 anos, as ginastas brasileiras “varreram” as medalhas de ouro nas provas de conjunto e garantiram múltiplos pódios nas disputas individuais.
O conjunto brasileiro, formado por Julia Kurunczi, Keila Santos, Lavínia Silvério, Maria Fernanda Moraes, Marianne Giovacchini e Rhayane Brum, demonstrou sincronia e talento em suas apresentações. Elas conquistaram a medalha de ouro tanto na final da série simples com cinco fitas, com uma pontuação de 22.150, quanto na série mista (três bolas e dois arcos), onde atingiram impressionantes 27.050 pontos. A performance do conjunto, ao som de um remix de “Aquarela do Brasil” e “Evidências”, foi elogiada pela impecabilidade e expressividade, garantindo o lugar mais alto do pódio em todas as categorias de grupo. México e Estados Unidos ficaram com as pratas e bronzes nas respectivas provas de conjunto.
No individual, as ginastas Bárbara Domingos e Geovanna Santos também tiveram uma participação destacada. Bárbara Domingos, finalista olímpica e experiente atleta, e Geovanna Santos, conhecida por sua energia nas apresentações, juntas conquistaram um total de seis medalhas para o Brasil, sendo três pratas e três bronzes em diferentes aparelhos, incluindo arco, bola, maças e fita. As atletas demonstraram grande evolução e resiliência ao longo da competição.
Sob o comando da treinadora Camila Ferezin, a estratégia de levar um grupo renovado ao Pan-Americano se mostrou acertada. O torneio serviu como uma valiosa oportunidade para as jovens atletas ganharem experiência internacional e testarem novas séries. O Brasil, já garantido como país-sede do próximo Campeonato Mundial, que será realizado no Rio de Janeiro entre 20 e 24 de agosto, utilizou esta competição como uma importante etapa na preparação para o grande evento. A expectativa agora é repetir e, quem sabe, superar o excelente desempenho em casa, buscando uma medalha inédita no Mundial.
A conquista do Pan-Americano reafirma o domínio do conjunto brasileiro no continente e o potencial das novas gerações da ginástica rítmica, projetando um futuro promissor para a modalidade no cenário mundial.