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Golpe do e-Título: TSE faz alerta sobre falsas cobranças e links suspeitos para regularizar documento

Daniel Cymbalista/ Foto Arena/Folha Press
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Criminosos usam dados pessoais e logotipos oficiais para simular contatos da Justiça Eleitoral e cobrar taxas indevidas a poucos dias do pleito.

Com a proximidade das Eleições de 2026, marcadas para 4 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acendeu o sinal de alerta para a circulação de mensagens golpistas enviadas por WhatsApp, SMS e e-mail. Os criminosos estão utilizando indevidamente o nome da Justiça Eleitoral e a marca do aplicativo e-Título para cobrar taxas falsas, alegando a necessidade de regularizar supostas pendências no cadastro eleitoral.

Para dar veracidade às abordagens e induzir as vítimas ao erro, os golpistas chegam a usar nomes de órgãos inexistentes — como um suposto “Departamento de Atendimento ao Cliente” —, além de incluir dados reais dos cidadãos, a exemplo de CPF, número do título, fotos de perfil e símbolos oficiais. Em alguns casos, as mensagens contêm ameaças alarmantes de cancelamento do documento e bloqueio de serviços bancários ou governamentais, sugerindo a instalação de aplicativos desconhecidos (como o “Soluciona Pendência”) ou direcionando para sites falsos com a mesma identidade visual do TSE.

O órgão faz uma ressalva essencial aos eleitores: o cadastro eleitoral está fechado desde 7 de maio e só será reaberto em 3 de novembro. Isso significa que, neste momento, não é possível realizar procedimentos de transferência de domicílio, alteração de dados cadastrais ou emissão do primeiro título. Promessas de regularização imediata dessas pendências são indícios claros de fraude.

Embora os serviços de regularização cadastral prestados pela Justiça Eleitoral sejam gratuitos, existem débitos legítimos, como multas decorrentes da ausência sem justificativa às urnas ou aos trabalhos eleitorais em pleitos anteriores. Nesses casos, o pagamento pode ser feito via Pix, boleto ou cartão de crédito. Contudo, ao quitar um débito eleitoral via Pix, o recebedor obrigatoriamente deve figurar como Tesouro Nacional (Secretaria do Tesouro Nacional). Caso o destinatário final seja uma pessoa física ou uma empresa privada, trata-se de um golpe.

O mesmo cuidado deve ser estendido a comunicados sobre convocações de mesários. Como alguns Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) chegam a utilizar e-mail ou WhatsApp para contatos oficiais, o TSE orienta que o eleitor nunca utilize os links ou botões contidos em mensagens suspeitas. Diante de qualquer dúvida ou notificação, a consulta deve ser feita de forma direta e independente por meio do aplicativo oficial e-Título, do Autoatendimento Eleitoral, do portal tse.jus.br ou entrando em contato com o TRE ou cartório eleitoral de seu estado.