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Governo estuda liberar uso de parte do FGTS para ajudar trabalhadores a quitar dívidas

Foto: Reprodução
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Proposta em análise pode injetar R$ 17 bilhões na economia e foca em brasileiros de menor renda e naqueles com saldos bloqueados pelo saque-aniversário.

O governo federal está preparando um pacote de medidas que pode trazer um alívio financeiro para milhões de brasileiros endividados. A proposta, que está sendo finalizada pelo Ministério do Trabalho e pela Fazenda, prevê a liberação de cerca de R$ 17 bilhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento de débitos, como faturas de cartão de crédito e empréstimos pessoais.

De acordo com as informações divulgadas, o plano se divide em duas frentes principais. A primeira foca em trabalhadores de menor renda (que ganham até cinco salários mínimos), permitindo o saque de até 20% do saldo do fundo para a quitação de dívidas. O objetivo é oferecer uma alternativa com juros mais baixos e descontos que podem chegar a 80% do valor devido, em uma renegociação direta com os bancos.

A segunda frente busca corrigir uma situação que atinge cerca de 10 milhões de pessoas: o bloqueio de saldo para quem aderiu ao saque-aniversário. Atualmente, quando o trabalhador antecipa o saque por meio de empréstimos bancários, a Caixa Econômica Federal retém como garantia um valor muitas vezes superior à dívida real. A nova medida pretende liberar esse excedente, devolvendo ao trabalhador o dinheiro que está “preso” sem necessidade.

Para que as medidas entrem em vigor, o governo deve editar uma Medida Provisória nos próximos dias. Além de socorrer os endividados, o pacote também prevê linhas de crédito específicas para categorias como caminhoneiros e motoristas de aplicativo, reforçando a estratégia de estimular a economia e melhorar a capacidade de consumo das famílias brasileiras.