Entenda como agir de forma segura, os mitos que cercam o tema e a importância de manter a calma para salvar vidas
Presenciar alguém tendo uma convulsão é, sem dúvida, uma das experiências mais impactantes e assustadoras que alguém pode vivenciar. Recentemente, o ator Henri Castelli trouxe o assunto à tona ao compartilhar que sofreu um episódio convulsivo, o que gerou muitas dúvidas e curiosidade no público. Afinal, você saberia o que fazer se estivesse ao lado dele — ou de qualquer outra pessoa — em um momento como esse?
Muitas vezes, no desespero de ajudar, acabamos cometendo erros que podem prejudicar ainda mais quem está passando pela crise. Por isso, a equipe da Nova Imagem reuniu orientações médicas fundamentais e informações atualizadas para que você se torne um aliado da saúde em situações de emergência.
O que acontece no corpo durante a convulsão?
Como explicado por especialistas médicos após o episódio de Henri Castelli, a convulsão é, basicamente, um “curto-circuito” temporário no cérebro. É uma descarga elétrica desordenada que faz com que a pessoa perca o controle sobre seus movimentos e, na maioria das vezes, a consciência. O corpo pode se debater, os músculos ficam rígidos e a pessoa pode emitir sons ou salivar excessivamente. É importante entender: a pessoa não tem controle sobre o que está acontecendo.
Passo a passo: O que VOCÊ deve fazer
O objetivo principal de quem ajuda não é parar a convulsão (isso o corpo fará sozinho em alguns minutos), mas sim evitar que a pessoa se machuque.
- Mantenha a calma: O primeiro passo é seu. Respire fundo para conseguir agir com clareza.
- Proteja a cabeça: Coloque algo macio embaixo da cabeça da pessoa (uma blusa dobrada, um travesseiro ou uma bolsa) para evitar que ela bata contra o chão duro.
- Afaste objetos: Tire de perto móveis, vidros ou qualquer objeto cortante que possa causar ferimentos durante os movimentos bruscos.
- Deite a pessoa de lado: Assim que possível, vire o corpo da pessoa de lado. Isso evita que ela se engasgue com a própria saliva ou com um possível vômito, garantindo que as vias aéreas fiquem livres.
- Cronometre o tempo: Tente observar quanto tempo a crise dura. Se passar de 5 minutos, a ajuda médica urgente é indispensável.
O que JAMAIS fazer (Esqueça os mitos!)
Existem crenças antigas que são extremamente perigosas. Tome nota:
- NÃO coloque a mão na boca da pessoa: Existe um mito de que a pessoa pode “enrolar a língua”. Isso é impossível. Tentar segurar a língua ou colocar objetos (como colheres ou panos) na boca pode quebrar os dentes da vítima e causar ferimentos graves nos seus dedos.
- NÃO tente conter os movimentos: Segurar a pessoa com força não vai parar a crise e pode causar fraturas ou luxações.
- NÃO dê água ou remédios: Nunca ofereça nada para beber ou comer enquanto a pessoa não estiver totalmente consciente e recuperada.
Quando chamar o SAMU (192)?
Embora a maioria das crises passe em dois ou três minutos, ligue para a emergência se:
- A crise durar mais de 5 minutos.
- A pessoa demorar a recuperar a consciência.
- Acontecer uma segunda convulsão logo após a primeira.
- A pessoa estiver grávida ou for a primeira vez que ela apresenta o sintoma.
No caso de Henri Castelli, o episódio serviu de alerta para que todos busquem entender as causas — que podem ir desde epilepsia e tumores até situações de estresse extremo, falta de sono ou reações metabólicas. Informação é o melhor remédio contra o medo.