A regra inédita da Fifa contra o racismo foi aplicada de forma rigorosa após ofensas verbais direcionadas ao atacante do Manchester City, Jérémy Doku, em partida contra a Bélgica
A Copa do Mundo de 2026 registrou um marco histórico em sua trajetória de combate à discriminação. Durante o jogo entre Paraguai e Bélgica, realizado neste sábado, 20 de junho, o zagueiro paraguaio Omar Alderete foi expulso de campo após cometer uma infração prevista na recém-criada política antirracismo da Fifa, batizada popularmente no Brasil como “Lei Vini Jr.”. Este é o primeiro caso em que a nova diretriz internacional resulta na exclusão direta de um atleta em um Mundial.
O lance que motivou a punição aconteceu no decorrer da partida. Alderete proferiu ofensas de cunho racista contra o atacante belga Jérémy Doku, que atua no Manchester City. O ato foi imediatamente flagrado pela equipe de arbitragem e gerou a aplicação do cartão vermelho direto, deixando a seleção sul-americana com um jogador a menos no confronto.
Aprovada de forma unânime por todas as 211 federações filiadas à Fifa durante o Congresso realizado em Bangkok, na Tailândia, a medida transformou o racismo em uma infração disciplinar específica dentro do código do esporte. O protocolo determina que os árbitros devem punir severamente qualquer manifestação discriminatória com a exclusão definitiva do infrator da partida, além de prever penalidades severas para as equipes envolvidas, incluindo a perda automática de pontos em casos recorrentes ou coletivos.
A criação do protocolo foi motivada pela liderança global e pela constante cobrança do atacante brasileiro Vinicius Junior por punições reais no futebol internacional, após sofrer repetidos episódios de preconceito nos estádios europeus. A expulsão de Alderete na Copa do Mundo consolida o novo regulamento como uma ferramenta ativa e rigorosa, servindo de exemplo prático para o esporte e sinalizando que atos de discriminação não serão mais tolerados nos gramados.