Turistas de Santa Catarina foram surpreendidos com cobrança inesperada em um dos pontos turísticos mais famosos de Salvador; suspeito foi detido pela Polícia Militar
Na manhã da última sexta-feira, 7 de fevereiro, um homem foi preso em Salvador, acusado de extorsão, após cobrar R$ 250 por uma pintura corporal em dois turistas, mãe e filho, que estavam visitando o Largo do Farol da Barra. A prisão aconteceu após uma denúncia feita pelas vítimas, que afirmaram ter sido obrigadas a pagar o valor sem que nenhum preço tivesse sido previamente combinado.
Os turistas, de 66 e 35 anos, ambos de Santa Catarina, estavam tranquilos no ponto turístico quando foram abordados por dois indivíduos. De acordo com os relatos das vítimas, os suspeitos seguraram seus braços de forma agressiva e começaram a pintar desenhos tribais em seus corpos sem qualquer autorização. Após a pintura, os turistas foram surpreendidos pela cobrança de R$ 250, um valor que não foi informado antes da ação.
Sentindo-se coagidos, os turistas imediatamente chamaram a Polícia Militar. Uma equipe do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur) rapidamente chegou ao local e conseguiu capturar um dos suspeitos. O homem foi conduzido à Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur), onde o caso foi registrado. A polícia continua investigando o incidente, com o objetivo de identificar todos os envolvidos na extorsão.
Vale destacar que a prática da pintura corporal, especialmente os desenhos tribais, é uma característica marcante da banda Timbalada, famosa por essa tradição durante suas apresentações. Os turistas, especialmente durante o verão, frequentemente buscam a experiência de se pintar, associando a ação à cultura local e à apresentação da banda. No entanto, como observado em várias situações, a cobrança não é previamente informada, o que tem gerado diversas queixas de valores elevados por um trabalho que, em muitos casos, é anunciado como gratuito.
A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) de Salvador, por meio de nota, afirmou que não existe uma tabela oficial de preços para a pintura corporal, mas ressaltou a necessidade de bom senso entre as partes envolvidas. A fiscalização sobre essas atividades, segundo a pasta, tem como objetivo garantir que os turistas não sejam lesados e que as práticas sejam realizadas de maneira transparente e justa.
Este episódio destaca a importância de se manter uma comunicação clara e transparente, especialmente em locais turísticos, para evitar situações de abuso e exploração de visitantes. A Polícia Militar e a Deltur seguirão monitorando o caso enquanto as investigações continuam.