O incêndio de grandes proporções comprometeu a estrutura do edifício e atingiu até mesmo os bombeiros que trabalhavam no resgate; imagens de “antes e depois” impressionam
A sexta-feira, 27 de fevereiro, foi marcada por cenas de horror e muita tensão para os moradores de um edifício residencial no bairro do Stiep, em Salvador. O que começou com um forte cheiro de gás terminou em uma explosão devastadora, seguida por um incêndio que praticamente destruiu o imóvel e deixou um saldo de 12 pessoas feridas. Entre os atingidos, estão quatro bombeiros militares que arriscavam a vida para conter o vazamento no momento do incidente.
De acordo com relatos de quem mora no prédio, o cheiro de gás no quinto andar estava insuportável. O proprietário do apartamento onde o vazamento começou não estava em casa — ele havia viajado para o interior no dia anterior —, mas autorizou a entrada dos bombeiros assim que soube da situação. Infelizmente, enquanto os militares tentavam localizar e estancar o vazamento, a explosão aconteceu, atingindo em cheio pelo menos dois apartamentos e espalhando destroços por toda a área externa.
O socorro e o estado das vítimas
Ao todo, 16 pessoas foram atendidas pelas equipes de emergência. Quatro delas receberam cuidados ali mesmo e foram liberadas, enquanto outras 12 precisaram ser levadas para hospitais pelo Samu e pelo Corpo de Bombeiros. Entre os feridos mais graves estão os próprios militares: um deles sofreu queimaduras no rosto e há suspeita de lesão nas vias aéreas por inalação de fumaça; outro foi atingido por uma janela que se desprendeu do prédio com a força do impacto.
O cenário após as chamas serem controladas é desolador. Fotos do “antes e depois” mostram que o prédio, antes uma estrutura residencial comum, agora exibe paredes colapsadas, janelas arrancadas e uma fachada completamente enegrecida pela fuligem.
Estrutura em risco e investigação
A Prefeitura de Salvador montou uma verdadeira operação de guerra, deslocando sete ambulâncias e mais de 20 profissionais de saúde para o local. No entanto, o trabalho da Defesa Civil (Codesal) ainda enfrenta obstáculos. A vistoria técnica detalhada só poderá ser feita quando o Corpo de Bombeiros liberar a área com total segurança.
Apesar da espera, o diretor-geral da Codesal, Adriano Silveira, já adiantou que a análise preliminar externa é preocupante. Existem indícios claros de colapso em parte da estrutura, o que torna a situação extremamente grave. Além da avaliação estrutural, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) vai periciar o local para confirmar oficialmente as causas dessa explosão que mudou a vida de dezenas de famílias em questão de segundos.