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IPI Zero: Brasil volta a ter carro zero por menos de R$ 70 mil com nova política de incentivo a veículos sustentáveis

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Medida do governo federal impulsiona vendas e reduz preços de modelos populares com descontos que chegam a R$ 20 mil; Fiat, Volkswagen, Hyundai e outras marcas aderem ao programa

O mercado automotivo brasileiro ganhou novo fôlego com a retomada da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para modelos sustentáveis e de baixa emissão. A iniciativa, que integra o programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), do governo federal, já permitiu a volta de carros zero quilômetro com valores abaixo de R$ 70 mil — algo que não se via há anos.

Com os descontos que chegam a até R$ 20 mil, o objetivo da medida é estimular o consumo de modelos menos poluentes, aumentar a competitividade da indústria nacional e tornar os veículos mais acessíveis ao consumidor brasileiro. As montadoras Fiat, Volkswagen, Hyundai, Renault, Nissan e Peugeot foram as primeiras a anunciar os novos preços, já aplicados às concessionárias de todo o país.

Modelos com maior redução de preço

Entre os carros com maior redução estão:

  • Fiat Mobi Like: com queda de R$ 13 mil, o modelo passa a custar R$ 58.990, tornando-se novamente o carro zero mais barato do país.
  • Fiat Argo: também teve redução de R$ 13 mil, com preços a partir de R$ 69.990.
  • Volkswagen Polo Track: teve seu valor ajustado para R$ 69.990, após corte de R$ 10 mil.
  • Hyundai HB20 Sense: ficou R$ 11 mil mais barato, com valor inicial agora em R$ 67.290.
  • Renault Kwid Zen: chega a R$ 62.990, com redução de R$ 10 mil.
  • Peugeot 208 Like: caiu para R$ 66.990.
  • Nissan Versa e March: também entram na lista com descontos similares.

Esses modelos são os principais beneficiários da política de IPI zero, focada em veículos com menor impacto ambiental, baixo consumo de combustível e tecnologia mais eficiente.

Como funciona o IPI Verde

O chamado “IPI Verde” é uma política pública vinculada ao novo programa Mover, aprovado em junho de 2024, que substituiu o antigo Rota 2030. O novo plano prevê incentivos fiscais para veículos que cumpram critérios técnicos de sustentabilidade, como emissão reduzida de CO₂, eficiência energética e materiais recicláveis.

O objetivo é transformar o Brasil em uma referência em mobilidade sustentável, promovendo investimentos em inovação e competitividade, além de ampliar o acesso da população aos carros novos, mais modernos e econômicos.

A política é considerada um avanço por especialistas do setor automotivo, sobretudo em um momento de retração no mercado e pressão por medidas de estímulo à indústria nacional. A previsão do governo é de que o programa movimente R$ 3,5 bilhões em incentivos até 2026, e que os preços atrativos incentivem também a renovação da frota brasileira, hoje composta majoritariamente por veículos antigos e mais poluentes.

Benefícios diretos ao consumidor

Além da redução imediata nos preços, o consumidor ganha em eficiência e economia de combustível, já que os modelos contemplados são, em geral, mais leves, tecnológicos e adaptados às exigências ambientais. A expectativa das montadoras é de que a medida impulsione significativamente as vendas nos próximos meses, com projeção de aumento de até 15% no volume de emplacamentos de veículos populares.

Especialistas alertam, porém, que os estoques são limitados e os preços promocionais poderão sofrer alterações ao longo do segundo semestre, à medida que as faixas de incentivos forem revistas ou esgotadas.

Perspectivas para o setor automotivo

A medida é vista como um respiro para o setor automotivo, que vem enfrentando altos custos de produção, retração da demanda e concorrência internacional. Além disso, reforça o compromisso do Brasil com metas climáticas e com o desenvolvimento de uma economia mais verde.

Empresários do setor afirmam que a continuidade da política de incentivo pode ampliar investimentos em fábricas nacionais e acelerar a introdução de modelos híbridos e elétricos de produção local nos próximos anos.