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Irmã de Freddie Mercury investe milhões para recuperar objetos históricos vendidos por ex-namorado do cantor

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Kashmira Bulsara lidera ação para reaver itens pessoais de Freddie Mercury leiloados sem consentimento

Kashmira Bulsara, irmã do icônico vocalista do Queen, Freddie Mercury, está protagonizando uma verdadeira cruzada para recuperar objetos pessoais e itens históricos do irmão que foram leiloados recentemente sem autorização da família. A ação ocorre após uma série de vendas realizadas por Mary Austin, ex-namorada e amiga de longa data de Mercury, que herdou grande parte dos pertences do artista após sua morte, em 1991.

Segundo informações divulgadas pela imprensa britânica, Kashmira gastou cerca de £35 milhões (aproximadamente R$ 227 milhões) na tentativa de readquirir itens de valor afetivo e histórico inestimáveis. Entre os objetos vendidos estão figurinos usados em shows lendários, prêmios, cartas pessoais e obras de arte colecionadas por Freddie ao longo da vida.

Mary Austin, que foi uma das principais confidentes de Mercury, foi nomeada a principal herdeira de sua fortuna e de sua casa, a famosa Garden Lodge, em Londres. Entretanto, a decisão dela de colocar os pertences do cantor à venda gerou controvérsias, principalmente entre fãs e familiares. Para Kashmira e outros membros da família, muitos dos objetos deveriam ser preservados como parte do legado artístico e pessoal de Freddie.

O leilão, realizado pela tradicional casa Sotheby’s, arrecadou cifras milionárias, ultrapassando expectativas iniciais. O piano de cauda usado por Mercury na composição de hits como “Bohemian Rhapsody”, por exemplo, foi vendido por cerca de £1,7 milhão (mais de R$ 10 milhões).

Em meio a esse cenário, Kashmira tomou a iniciativa de reaver os objetos que considera essenciais para a preservação da memória de Freddie. Ela tem contado com a ajuda de colecionadores e admiradores do cantor que, sensibilizados, revenderam alguns dos itens para a família.

A situação trouxe à tona um debate importante sobre a preservação de patrimônios culturais ligados a grandes artistas. Muitos especialistas defendem que bens pessoais de figuras históricas como Freddie Mercury deveriam ser mantidos em museus ou fundações, disponíveis para o público e para pesquisas futuras, e não dispersos em coleções privadas.

Freddie Mercury, que morreu em 24 de novembro de 1991, aos 45 anos, vítima de complicações relacionadas à AIDS, continua sendo um dos maiores ícones da história da música. Seu legado transcende gerações e permanece vivo, impulsionado por seu talento, carisma e, agora, também pela dedicação de sua família em preservar sua memória.

A batalha de Kashmira Bulsara reflete não apenas um gesto de amor e respeito, mas também uma tentativa de garantir que o mundo continue tendo acesso à história e à contribuição artística de Freddie Mercury, um dos maiores artistas de todos os tempos.