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Jabuticabeira rara, única no mundo, é encontrada no Rio de Janeiro

Foto: Divulgação/Agência Brasil
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Descoberta na região de Maricá, a jabuticabeira Siphoneugena carolynae é a 13ª espécie do gênero Siphoneugena, marcando um avanço significativo para a ciência brasileira

Pesquisadores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro fizeram uma descoberta extraordinária: uma jabuticabeira rara, única no mundo, foi identificada na região de Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A árvore, que atinge sete metros de altura, foi encontrada próxima ao Monumento Natural Municipal da Pedra de Itaocaia e recebeu o nome científico de Siphoneugena carolynae, em homenagem à pesquisadora brasileira Carolyn E. B. Proença, da Universidade de Brasília (UnB).

A descoberta, liderada pelos cientistas brasileiros Thiago Fernandes e João Marcelo Braga, foi celebrada pela comunidade científica. Eles revelaram que a árvore, a 13ª espécie do gênero Siphoneugena, é única no mundo e representa um marco para o estudo da biodiversidade da Mata Atlântica. “A Mata Atlântica ainda abriga muitas espécies desconhecidas para a ciência”, afirmou Thiago Fernandes. A identificação dessa jabuticabeira, que se assemelha às jabuticabas comuns (do gênero Plinia), foi realizada após cinco anos de monitoramento intensivo da região de Maricá, situada a 61 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro.

Avanço para a ciência e preservação da Mata Atlântica

A descoberta da Siphoneugena carolynae foi publicada na respeitada revista científica Brittonia, do Jardim Botânico de Nova York, destacando a importância das áreas protegidas para a preservação de espécies raras e com distribuição geográfica restrita. Os pesquisadores afirmaram que a árvore foi encontrada ainda com frutos verdes, e que o estudo dos frutos maduros pode revelar novas informações sobre a espécie. “Podemos prever que os frutos maduros serão semelhantes às jabuticabas, já que são parentes próximos”, explicaram Thiago e João Marcelo no artigo científico.

A descoberta também reforça a relevância da Mata Atlântica para a ciência, um bioma que, desde o século 19, atrai a atenção de naturalistas e cientistas. Charles Darwin, o renomado naturalista britânico, visitou a região em 1832 e se hospedou na histórica Fazenda Itaocaia, área onde a Siphoneugena carolynae foi recentemente descoberta. Thiago Fernandes destaca que a região de Maricá continua a surpreender com novas revelações botânicas: “Além da Siphoneugena carolynae, identificamos uma espécie frutífera que só era conhecida por uma única coleta feita no século 19 e outras duas espécies novas ocorrendo em Itaocaia e Niterói.”

Homenagem a Carolyn E. B. Proença

O nome Siphoneugena carolynae foi escolhido em homenagem à pesquisadora brasileira Carolyn E. B. Proença, da Universidade de Brasília (UnB), uma especialista sênior em Myrtaceae, família à qual pertencem as jabuticabas. A homenagem é um reconhecimento à sua longa carreira e às suas valiosas contribuições para a taxonomia e biologia reprodutiva das espécies dessa família. Carolyn Proença, além de ter sua carreira celebrada por meio do nome científico da jabuticabeira rara, colaborou na discussão sobre a nova espécie com os pesquisadores Thiago Fernandes e João Marcelo Braga.

Com essa descoberta, o Brasil reafirma seu papel como um dos principais centros de pesquisa botânica no mundo, evidenciando a importância da preservação da Mata Atlântica para futuras gerações e para o avanço da ciência.