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Japão estabelece novo recorde mundial e atinge internet de 1,02 petabits por segundo

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Com fibra óptica de 19 núcleos compatível com cabos existentes, pesquisadores japoneses transmitiram dados por 1.808 km — velocidade para baixar o catálogo da Netflix em menos de um segundo.

Em um marco histórico para a tecnologia de telecomunicações, cientistas do Instituto Nacional de Informação e Comunicações do Japão (NICT), em parceria com a Sumitomo Electric, atingiram a impressionante marca de 1,02 petabits por segundo (Pbps) em transmissão de dados — a maior já registrada até hoje. A transferência foi feita ao longo de 1.808 quilômetros, equivalente à distância entre cidades como Sapporo e Fukuoka (ou São Paulo e Fortaleza), garantindo integridade e estabilidade da conexão.

A equipe japonesa projetou uma fibra óptica com 19 núcleos integrados, mantendo o mesmo diâmetro de fibras tradicionais (cerca de 0,127 mm). Essa tecnologia permite transmissões massivas usando a infraestrutura já instalada no mundo todo .
Durante os testes, os sinais foram transmitidos por 21 vezes através de circuitos de 86,1 km, totalizando os 1.808 km e transportando 180 canais simultâneos de dados. O produto taxa × distância alcançado foi de 1,86 exabit·km/s, um novo recorde global.

Para se ter ideia da magnitude:

  • É até 4 milhões de vezes mais rápida que a velocidade média de internet nos Estados Unidos, e cerca de 16 milhões de vezes mais que a média da Índia (~63,5 Mbps).
  • Permite baixar toda a biblioteca da Netflix ou a versão em inglês da Wikipédia em menos de um segundo .
  • Seria possível baixar todo o acervo do Internet Archive (946 bilhões de páginas) em cerca de quatro minutos.

Embora ainda se trate de um experimento de laboratório, trata-se de um passo decisivo para o futuro da conectividade. A tecnologia é compatível com a infraestrutura atual, o que indica possibilidade futura de aplicação em:

  • Redes nacionais de backbone e cabos submarinos
  • Sistemas de comunicação para IA, computação em nuvem, Internet das Coisas (IoT) e transmissão de conteúdo em altíssima resolução (8K).

Além disso, reduções na latência e maior transferência entre data centers intercontinentais poderão transformar setores como medicina remota, colaboração global e realidade virtual.

Apesar da inovação revolucionária, ainda não há previsão para essa transmissão petabit chegar ao uso doméstico. O sistema exige equipamentos altamente especializados e permanece restrito à pesquisa e testes em ambientes controlados. Espera‑se, porém, que esse avanço influencie as próximas gerações de infraestrutura digital — incluindo redes 6G e conexões globais ultrarrápidas.