Após debates na Câmara Municipal, o cantor carioca que declarou seu amor à capital baiana em diversas canções recebe o título oficial de cidadão soteropolitano.
Salvador, a cidade que respira música e poesia, acaba de ganhar oficialmente um “novo” filho. O cantor e compositor Jorge Vercillo recebeu nesta segunda-feira (23) o título de Cidadão da Cidade do Salvador. A honraria, entregue em uma sessão solene na Câmara Municipal, celebra a relação estreita e de longa data que o artista carioca mantém com a capital baiana.
Vercillo nunca escondeu que Salvador é uma de suas maiores fontes de inspiração. De referências rítmicas em seus arranjos até letras que exaltam a energia do Pelourinho e das praias soterolopolitanas, o artista construiu uma ponte afetiva com o público baiano que já dura décadas.
Um caminho com alguns percalços Apesar do carinho do público, a entrega do título não foi isenta de debate. Nos bastidores da política local, houve uma certa polêmica inicial sobre a concessão da honraria. Alguns parlamentares questionaram os critérios para o título, o que gerou um atraso na votação e muita conversa nos corredores da Casa Legislativa.
No entanto, o projeto, de autoria do vereador Claudio Tinoco, acabou prevalecendo com a justificativa de que Vercillo é um dos maiores embaixadores espontâneos da cultura de Salvador no cenário nacional. A defesa do título destacou que o cantor não apenas visita a cidade, mas promove o turismo e a imagem positiva da capital em seus shows por todo o Brasil e no exterior.
A emoção do “novo soteropolitano” Durante a cerimônia, que contou com a presença de amigos, fãs e figuras do cenário cultural, Jorge Vercillo se mostrou visivelmente emocionado. Ele reforçou que o título é uma formalização de algo que ele já sentia no coração. Para o cantor, Salvador não é apenas um destino de trabalho, mas um refúgio espiritual e criativo.
Com a entrega da medalha e do diploma, Vercillo entra para um seleto grupo de artistas de fora da Bahia que foram abraçados oficialmente pela cidade, reforçando que o axé de Salvador não escolhe lugar de nascimento, mas sim afinidade de alma.