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Justiça aponta negligência e alienação parental por parte de Dona Ruth ao conceder guarda unilateral de Léo a Murilo Huff

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Avó materna é acusada de omitir informações médicas sobre o neto, que tem diabetes tipo 1; juiz estabelece visitas quinzenais enquanto o processo segue

Em decisão proferida em 3 de julho de 2025, a 2ª Vara de Família de Goiânia concedeu a guarda unilateral de Léo, de cinco anos, ao cantor Murilo Huff, após considerar comprovadas práticas de negligência com a saúde da criança e atos de alienação parental por parte de Ruth Moreira, mãe da falecida cantora Marília Mendonça.

Murilo Huff deu entrada no processo no começo de junho, alegando que Léo, portador de diabetes tipo 1, estava tendo cuidados médicos omitidos pela avó. Áudios e mensagens de babás trouxeram à tona ordens como “não fala pro Murilo que ele tá tomando antibiótico” e “esconde o remédio”. O magistrado considerou essas condutas como flagrantemente rompendo o dever de cooperação entre os responsáveis, prejudicando o regime de guarda compartilhada estabelecido anteriormente.

Na decisão judicial, é frisado que Dona Ruth teria atuado com “sabotagem da autoridade do genitor”, bloqueio de informações relevantes e tentativa de criar em Léo a ideia de que o pai é ausente, incompetente ou irrelevante — práticas consideradas como alienação parental e com implicações negativas no desenvolvimento afetivo da criança .

Segundo o juiz Thiago Soares Castelliano Lucena de Castro, a guarda por parte de avós só é cabível se os pais estiverem impedidos, incapazes ou ausentes. Murilo, por sua vez, demonstrou reorganização da agenda para priorizar a vida do filho, inclusive ao alterar sua rotina de shows e viagens — atitude valorizada pela Justiça.

Dona Ruth foi mantida no direito de visitas quinzenais (de sexta às 18h até domingo às 18h), com regime especial durante feriados, mas a guarda definitiva permanece a favor de Murilo Huff, enquanto a disputa judicial segue em segredo de justiça.

Em nota, a defesa contestou a decisão, alegando que o Ministério Público foi contrário ao pedido de guarda unilateral e que diversas provas podem reverter o cenário atual. O advogado Robson Cunha acusa Murilo de transformar o processo num espetáculo midiático, expondo indevidamente o neto — e afirma que Ruth mantém silêncio para preservar Léo.

Desde a morte de Marília Mendonça, em 2021, the initial joint custody arrangement had been in place, with Ruth responsible for Léo’s care. The legal conflict intensified after alarms were raised regarding lapses in medical care and communication breakdowns between the family members.