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Justiça Bloqueia R$ 23,8 Milhões em Bens de Empresas e Sócios por Fraudes no INSS

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Ações buscam ressarcir aposentados e pensionistas vítimas de descontos indevidos em benefícios, com a AGU liderando o processo contra o esquema de fachada.

A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 23,8 milhões em bens e ativos de empresas e seus sócios, que estão sob investigação por um esquema de fraudes massivas contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida, de caráter cautelar, visa garantir o ressarcimento das vítimas que sofreram descontos indevidos em seus benefícios previdenciários.

A decisão judicial atende a uma ação movida pela Advocacia-Geral da União (AGU), que atua em nome do INSS. A investigação aponta que as entidades envolvidas seriam “empresas de fachada” criadas com o propósito específico de lesar beneficiários do sistema previdenciário, utilizando-se de contratos fraudulentos e descontos não autorizados. Entre as empresas e indivíduos atingidos pelo bloqueio inicial estão a Venus Consultoria Assessoria Empresarial S/A, a THJ Consultoria Ltda, e os sócios Alexandre Guimarães, Rubens Oliveira Costa e Thaisa Hoffmann Jonasson.

O esquema, que tem sido alvo de diversas operações e investigações em nível nacional, consiste geralmente na contratação de empréstimos consignados ou na oferta de serviços financeiros e cartões de crédito que, na prática, geram descontos não reconhecidos ou não autorizados diretamente nos benefícios dos segurados. Muitas vezes, os aposentados e pensionistas sequer tinham conhecimento dos contratos ou das operações que resultaram nas deduções em seus holerites.

A complexidade do caso levou o juiz responsável a desmembrar a ação principal em 15 processos judiciais distintos. Cada um desses novos processos envolverá um máximo de cinco réus, o que se espera que agilize a tramitação e a recuperação dos valores. A AGU, em sua solicitação inicial à Justiça, havia pleiteado um bloqueio total de R$ 2,56 bilhões, direcionado a 12 entidades que estariam envolvidas em fraudes semelhantes. O bloqueio de R$ 23,8 milhões representa um passo inicial significativo dentro de uma investigação muito mais ampla.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, tem reiterado o compromisso do governo em combater essas fraudes e garantir a segurança financeira dos beneficiários do INSS. Ele destacou que o governo prioriza a recuperação dos valores desviados diretamente dos responsáveis pelas fraudes, buscando evitar que o erário público seja utilizado para reembolsar os aposentados e pensionistas lesados. Essa estratégia reforça a importância da ação da AGU, que atua para que os criminosos arquem com as consequências de seus atos, protegendo o patrimônio do INSS e o direito dos segurados.

A operação atual de bloqueio de bens é um lembrete contundente dos esforços contínuos das autoridades para coibir crimes financeiros contra o sistema previdenciário brasileiro. Os aposentados e pensionistas são aconselhados a sempre verificar seus extratos de benefícios, estar atentos a ofertas muito vantajosas e procurar os canais oficiais do INSS ou a Defensoria Pública em caso de suspeita de descontos indevidos.