Ex-atacante de Corinthians, Palmeiras e Santos foi sentenciado por porte ilegal de arma; processo se arrastava desde 2012 após confusão familiar.
O ex-jogador Paulo Sérgio Rosa, o eterno Viola, voltou a ser o centro das atenções, mas desta vez longe dos gramados e dos gols que marcaram época. A Justiça de São Paulo condenou o ex-atleta a três anos e dez dias de prisão, em regime inicialmente aberto, pelo crime de porte ilegal de arma de fogo e munições. A decisão foi proferida pelo juiz Gustavo Nardi, no Foro de Santana de Parnaíba.
A história que levou a essa condenação não é recente. Tudo começou em 2012, em meio a uma disputa judicial com sua ex-esposa pela guarda do filho. Naquela ocasião, Viola se trancou em sua residência com a criança, o que mobilizou a polícia. Durante a vistoria no imóvel, os agentes encontraram um revólver, uma espingarda e diversas munições sem o devido registro legal. O ex-jogador chegou a ficar preso por cinco dias na época antes de responder ao processo em liberdade.
O que diz a sentença
Apesar da condenação a três anos, o regime aberto permite que o ex-jogador não fique necessariamente atrás das grades, desde que cumpra regras específicas estabelecidas pelo Juízo de Execuções. Além da pena de prisão, Viola foi condenado ao pagamento de uma multa baseada no salário mínimo vigente na época dos fatos (2012).
Vale destacar que, por se tratar de uma decisão recente, o tetracampeão ainda tem o direito de recorrer da sentença para tentar reverter ou reduzir a pena. Até o momento, a defesa do ex-atleta não se pronunciou oficialmente sobre os próximos passos jurídicos.
Um ídolo com histórico polêmico
Aos 57 anos, Viola carrega um currículo de peso no futebol brasileiro. Revelado pelo Corinthians — onde se tornou ídolo ao imitar um porco em um clássico contra o Palmeiras —, ele também brilhou em clubes como Vasco, Santos e no próprio Palmeiras. Pela Seleção Brasileira, fez parte do grupo que conquistou o Tetra em 1994, entrando, inclusive, no segundo tempo da grande final contra a Itália.
No entanto, a vida extracampo do ex-atacante sempre foi agitada. Além deste processo que acaba de ter um desfecho, Viola já enfrentou outros episódios judiciais ao longo dos anos, incluindo questões relacionadas a pensão alimentícia e desobediência. Esta nova condenação reforça uma fase difícil para um dos personagens mais carismáticos e polêmicos do esporte nacional.