Decisão da Corte de Apelação de Roma marca nova etapa no processo da ex-deputada, que está presa no exterior desde julho de 2025
A Justiça da Itália deu um passo decisivo nesta quinta-feira (26) ao aceitar o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A decisão foi tomada pela Corte de Apelação de Roma e comunicada oficialmente à Embaixada do Brasil. Zambelli, que teve seu mandato cassado e foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cumpre prisão em solo italiano desde julho do ano passado, após ser incluída na lista da Interpol.
A ex-parlamentar foi condenada no Brasil a uma pena de 10 anos de prisão. As acusações envolvem a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a inserção de documentos falsos, incluindo um mandado de prisão fictício contra o ministro Alexandre de Moraes. Além disso, Zambelli responde por crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, referentes a um episódio ocorrido em São Paulo na véspera das eleições de 2022.
Apesar da autorização da Corte, o processo ainda não está encerrado. A defesa da ex-deputada já informou que pretende recorrer da decisão, buscando levar o caso à última instância do judiciário italiano, a Corte de Cassação. Somente após o esgotamento dos recursos judiciais é que o governo da Itália, por meio do Ministério da Justiça, dará a palavra final sobre o envio da brasileira de volta ao país.
Caso a extradição seja confirmada definitivamente, a expectativa é que Carla Zambelli seja transferida para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida popularmente como “Colmeia”. O ministro Alexandre de Moraes já enviou documentos às autoridades italianas garantindo que o presídio oferece condições adequadas de segurança e assistência para o cumprimento da pena.