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Justiça proíbe lives da WePink até comprovar estoque e impõe novas exigências

Instagram/WePink
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Empresa de Virginia Fonseca é alvo de liminar por práticas abusivas; consumidores aguardam respostas

Uma liminar concedida pela Justiça de Goiás determinou que a WePink, marca de cosméticos vinculada à influenciadora Virginia Fonseca, esteja proibida de realizar novas lives de vendas e ações promocionais, até que apresente documentos que comprovem ter estoque suficiente para atender todos os pedidos pendentes. A decisão judicial ainda exige que a empresa adote outras medidas para proteger os consumidores e respeitar seus direitos.

Por que a proibição?

A ação foi movida pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), que apontou um histórico preocupante de reclamações e denúncias contra a WePink. Entre os problemas listados estão:

  • venda de produtos sem estoque suficiente para entrega;
  • atraso excessivo nas entregas, em alguns casos de até sete meses;
  • dificuldade ou recusa dos reembolsos;
  • atendimento automatizado ineficiente e ausência de resposta adequada;
  • remoção de críticas negativas nas redes sociais;
  • envio de produtos com defeito ou diferentes do anunciado.

Em uma das lives, um dos sócios da empresa, Thiago Stabile, admitiu publicamente que a marca havia vendido itens mesmo sem tê-los em estoque, justificando que “cresceu rápido demais”. Essa declaração consta nos autos da ação como evidência de prática enganosa.

O que a liminar exige

A decisão judicial define várias obrigações que a WePink deverá cumprir para retomar suas transmissões ao vivo e para reparar o atual cenário:

  1. Comprovar estoque real — apresentar documentação que mostre que há mercadorias disponíveis e suficientes para atender às vendas futuras.
  2. Criação de canal de atendimento humano — em até 30 dias, a empresa deverá contar com atendimento que não seja apenas automatizado, com respostas iniciais em até 24 horas.
  3. Transparência nas regras comerciais — divulgar claramente nas redes sociais e em seu site os procedimentos para cancelamentos, trocas e reembolsos.
  4. Multas por descumprimento — existe multa de R$ 100 mil por ocorrência caso ela não comprove o estoque ou viole a proibição das lives. Também há multa de R$ 1 mil por ocorrência se não atender a obrigações de transparência e atendimento.
  5. Relação pública de reclamações — apresentar lista completa de queixas registradas desde o início das operações, como parte da obrigação de prestação de contas.

Reações e implicações

Para o MPGO, essas medidas são urgentes, porque o consumidor estaria sendo exposto a riscos graves — compras sem entrega, falta de suporte e falsas expectativas. A ação tenta evitar danos maiores à população que consome através das lives, modelo popular entre marcas digitais.

Apesar disso, a WePink ainda não havia sido oficialmente citada no momento das reportagens, de acordo com os veículos que cobriram o caso. A marca afirmou que só poderá se manifestar após receber documentação formal do processo.

O que vem pela frente

A liminar é provisória — serve para conter os danos imediatos aos consumidores enquanto o processo principal segue. Em dezembro de 2025, está marcada uma audiência de conciliação entre as partes, que poderá definir obrigações permanentes ou até sanções mais duras.

Caso a WePink não cumpra absolutamente todas as exigências, poderá perder as lives como canal de vendas definitivo, além de responder por indenizações por danos morais coletivos e civis aos consumidores lesados.

Para quem fez compras na marca ou está aguardando entregas, esse caso reforça a importância de documentar pedidos, guardar provas (capturas de tela, comprovantes) e usar mecanismos legais como Procon ou judiciário para reivindicar seus direitos.