Evento astronômico é um dos mais antigos registrados pela humanidade e ocorre quando a Terra atravessa rastro de cometa.
Você já se perguntou o que são aqueles rastros de luz que cruzam o céu em determinadas épocas do ano? Recentemente, o Brasil teve a oportunidade de acompanhar as Líridas, uma das chuvas de meteoros mais tradicionais do calendário astronômico. Mas, afinal, o que causa esse fenômeno?
As Líridas não são “estrelas que caem”, mas sim pequenos fragmentos de poeira e rocha deixados pelo cometa C/1861 G1 Thatcher. Esse cometa leva cerca de 415 anos para dar uma volta completa ao redor do Sol. Enquanto viaja pelo espaço, ele deixa para trás uma trilha de detritos. Uma vez por ano, a Terra, em seu movimento de translação, atravessa essa nuvem de poeira.
Quando esses fragmentos entram na atmosfera terrestre em altíssima velocidade, o atrito com o ar faz com que eles se incendeiem. É esse processo que gera o brilho intenso que vemos aqui de baixo. O nome “Líridas” vem da Constelação de Lira, pois, para quem observa da Terra, os meteoros parecem surgir daquela região do céu.
Este é um dos eventos celestes mais antigos de que se tem notícia. Os primeiros registros históricos das Líridas foram feitos por astrônomos chineses no ano 687 a.C. — ou seja, há mais de 2.700 anos a humanidade se encanta com esse mesmo espetáculo. Além de serem rápidas e brilhantes, essas chuvas ocasionalmente surpreendem com “bolas de fogo” mais intensas, tornando a observação do cosmos uma experiência sempre fascinante.