Ativista participou de manifestação em Belém, chamando atenção para impactos ambientais da pecuária e defendendo mudanças urgentes nos hábitos alimentares.
Durante sua participação na COP30, realizada em Belém, no Pará, a ativista de defesa animal Luisa Mell chamou a atenção do público e dos delegados internacionais ao protagonizar um protesto forte e simbólico. Com o corpo pintado e a mensagem “Seja vegano” escrita em letras grandes, ela buscou alertar sobre o impacto da pecuária no aquecimento global e na destruição de ecossistemas como a Amazônia.
A manifestação ocorreu em meio às discussões oficiais da conferência climática da ONU, que reúne líderes mundiais e especialistas para debater soluções contra a crise ambiental. Luisa Mell, que há anos se dedica à causa animal e ao veganismo, afirmou que o protesto foi uma forma direta de expor um tema que muitas vezes é evitado em debates políticos: o papel da indústria da carne no agravamento das mudanças climáticas.
Segundo dados apresentados por diversas organizações ambientais, a pecuária é uma das principais responsáveis pelo desmatamento na Amazônia, já que grandes áreas verdes são destruídas para criação de pasto e plantação de grãos usados como ração animal. Além disso, o setor é um dos maiores emissores de gases como o metano, que contribuem significativamente para o aquecimento global.
Luisa destacou que muitos discursos feitos durante a COP30 falam sobre preservação, mas sem tocar na necessidade de transformação alimentar. Ela afirmou que a mudança de hábitos individuais pode gerar grande impacto, principalmente quando se trata de reduzir o consumo de proteína animal. “Não adianta dizer que quer salvar o planeta enquanto incentiva um sistema que destrói florestas e causa sofrimento aos animais”, declarou.
A ativista também relembrou que a escolha pelo veganismo não se limita ao meio ambiente, mas inclui preocupações éticas, de saúde e de respeito à vida. Ao longo dos anos, ela tem utilizado sua visibilidade para apoiar resgates de animais, denunciar maus-tratos e incentivar formas de consumo mais conscientes.
A mensagem de Luisa Mell encontrou apoio entre jovens, influenciadores, ambientalistas e simpatizantes presentes no evento, mas também gerou debates e críticas nas redes sociais. Alguns internautas argumentaram que a discussão sobre alimentação deve considerar realidades socioeconômicas e culturais de diferentes regiões do Brasil. Já outros defenderam que a mudança deve começar pela redução gradual do consumo de carne, caminho que diversas famílias já vêm adotando.
Apesar das opiniões divergentes, o protesto de Luisa Mell cumpriu seu objetivo principal: colocar o tema no centro das conversas durante um dos eventos ambientais mais importantes do mundo, onde decisões debatidas podem influenciar políticas públicas e compromissos internacionais para os próximos anos.