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Luiz Caldas comemora 40 anos do axé com shows intimistas em São Paulo

Foto | Divulgação
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O “pai do axé music” revisita clássicos em formato voz e violão e celebra o álbum “Magia”, que marcou o início do movimento musical baiano

Em 2025, Luiz Caldas celebra um marco histórico: os 40 anos do lançamento do álbum Magia (1985), considerado o ponto de partida do axé music no Brasil. Para comemorar, o artista baiano preparou uma série de shows especiais em São Paulo, em formato intimista — apenas voz e violão — que convidam o público a revisitar sua trajetória e relembrar os grandes sucessos que definiram o gênero.

Uma viagem pelas origens do axé

Nascido em Feira de Santana, na Bahia, Luiz Caldas é reconhecido como o criador do axé music. Foi com o disco Magia e o sucesso “Fricote” que o cantor se tornou símbolo de uma nova era musical. A mistura de ritmos afro-baianos, samba-reggae, frevo e pop conquistou o país, transformando o som da Bahia em um movimento cultural.

Agora, quatro décadas depois, Caldas apresenta a turnê Voz e Violão no Sesc Pinheiros, em São Paulo. As apresentações dos dias 18 e 19 de outubro — sábado às 20h e domingo às 18h — terão clima de reencontro e emoção, com um repertório que une os clássicos e novas interpretações em formato mais intimista, permitindo ao público ouvir cada acorde e história por trás das canções.

O que o público pode esperar

Nos shows, Luiz Caldas promete uma experiência leve e envolvente, com versões acústicas de sucessos como “Fricote”, “Magia” e outros hits que marcaram os carnavais e o coração dos fãs. Entre uma música e outra, o artista compartilha lembranças, fala sobre o início do axé e sobre como a Bahia se tornou referência na música popular brasileira.

A proposta é uma viagem no tempo — uma forma de celebrar não apenas o ritmo contagiante, mas a identidade de um gênero que se manteve vivo e em constante renovação ao longo de quatro décadas.

O legado do axé music

Mais do que uma celebração pessoal, os shows simbolizam o reconhecimento da importância do axé para a cultura brasileira. O estilo, nascido das ruas de Salvador, se consolidou como um dos grandes movimentos musicais do país. Luiz Caldas foi pioneiro em unir percussão afro, guitarras elétricas e letras alegres, criando um som que refletia a energia e a diversidade do povo baiano.

Para o artista, a turnê é também um momento de reflexão sobre sua trajetória e o papel do axé na formação da música nacional. O formato voz e violão reforça essa conexão íntima com o público, valorizando o talento e a essência que fizeram dele uma referência.

Celebração e emoção

Com cerca de 90 minutos de duração, os shows devem emocionar fãs de todas as idades — desde os que viveram os anos dourados do axé até os mais jovens que agora redescobrem esse som. A procura pelos ingressos foi grande, e a expectativa é de casa cheia.

Luiz Caldas mostra, mais uma vez, que o axé é muito mais do que um ritmo de carnaval: é uma celebração da cultura baiana e brasileira. Quarenta anos depois de Magia, o cantor continua espalhando alegria, ritmo e emoção — provando que sua música é, de fato, eterna.