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Macron desembarca em Salvador para abrir festival que une Brasil, França e África

Foto: Laurent Blevennec/Presidência da França
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O presidente da França, Emmanuel Macron, cumpre agenda cultural e diplomática em Salvador nesta quarta-feira, 5 de novembro, marcando o início da temporada Brasil-França na cidade antes da COP 30.

Nesta quarta-feira (5 de novembro de 2025), a capital baiana será palco de um momento de simbologia diplomática e cultural: o presidente da França, Emmanuel Macron, participa da cerimônia de abertura do Festival Nosso Futuro Brasil-França: Diálogos com África, às 17h, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), em Salvador.
Na comitiva oficial estão também o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e a ministra da Cultura brasileira, Margareth Menezes.

O festival — que vai de 5 a 8 de novembro de 2025 — faz parte da chamada “Temporada França-Brasil”, programa que reforça o intercâmbio cultural entre os dois países e agora amplia para o continente africano. Neste evento são esperados debates, oficinas, exposições e shows com foco em temas como cidades inclusivas e sustentáveis, justiça territorial, valorização das culturas afrodescendentes e igualdade de gênero.

A escolha de Salvador não é apenas simbólica: a cidade, com sua forte herança afro-brasileira e histórico cultural vibrante, ganha protagonismo ao receber um evento com projeção internacional. Macron ainda fará um tour pelo centro histórico da cidade, segundo a agenda oficial.

Outro aspecto relevante é que essa visita acontece às vésperas da COP 30 — a conferência do clima que será realizada em Belém (PA). Macron fará escala em Salvador e depois segue para Belém no dia 6 de novembro.

Do ponto de vista político-cultural, o festival e a presença do presidente francês expressam uma articulação que vai além da diplomacia tradicional: trata-se de afirmar parcerias para o desenvolvimento, para as juventudes e para o reconhecimento das histórias africanas e afro-brasileiras como parte central de um “futuro compartilhado”.

Para o Brasil, isso significa a valorização de um palco internacional, uma visibilidade maior dos protagonistas culturais da Bahia e, possivelmente, novas parcerias em termos de inovação, arte, meio ambiente e cultura. Para a França, reforça sua presença cultural e diplomática na América Latina e em países de língua portuguesa.

Em resumo: Salvador abre as portas para um novo tipo de encontro — entre cultura, história e geopolítica — e, com o presidente Macron na cidade, a imagem ganha peso simbólico e concreto. E para o público local, é uma oportunidade de estar no epicentro de diálogos globais no próprio quintal de casa.