Ação faz parte de iniciativa do Inema e reforça combate ao tráfico, com aves reintroduzidas em RPPN certificada; operação mobilizou fiscalização, educação ambiental e monitoramento – reportagem apresenta contexto e dados atualizados
Na madrugada do dia 29 de maio, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema), em parceria com ONGs e órgãos públicos, devolveu 121 aves silvestres à natureza, marcando o encerramento da 51ª etapa da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) no oeste do estado. A soltura ocorreu em uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), no município de Carinhanha — local especialmente selecionado para garantir condições ideais de sobrevivência.
A iniciativa contou com:
- Fiscalização domiciliar, incentivando a entrega voluntária de animais mantidos ilegalmente;
- Avaliação rigorosa em CETAS (Centro de Triagem de Animais Silvestres);
- Trabalho conjunto de órgãos federais e estaduais, com foco em combater o tráfico de aves e maus-tratos.
Segundo Karina Oliveira, bióloga do Inema, “é um momento gratificante, de reencontro entre o homem e a natureza”. Veterinários, como Mila Roberta, destacaram a importância de liberar os animais em uma RPPN, usufruindo de ambiente protegido e adequado.
Entre os 121 pássaros, destacam-se espécies como:
- Cancão, azulão, pássaro-preto, papa-capim — com papel vital na polinização e dispersão de sementes.
Antes da soltura, os animais passaram por rigores de triagem, com avaliação de condições corporais e comportamentais — apenas os considerados aptos foram liberados.
A FPI é uma força-tarefa criada em 2002 para proteger a bacia do São Francisco, envolvendo Inema, Ibama, MP e outras instituições. A edição de maio contou com a participação de 45 instituições. Esse esforço conjunto soma-se a ações de fiscalização e educação ambiental, essenciais para criar uma cultura de respeito ao meio ambiente.
O relatório Inema de 5 de junho também destaca outra ação recente: a soltura de 84 animais silvestres (com aves, répteis e mamíferos) durante a Semana do Meio Ambiente em área preservada do Litoral Norte.
Reservas certificadas como pontos de soltura
O uso de áreas certificadas como ASAS (Área de Soltura de Animais Silvestres) é fator decisivo para o sucesso das iniciativas. Tais locais — com vegetação nativa e recursos hídricos — garantem a adaptação das espécies reintroduzidas.
A Bracell, por exemplo, mantém várias reservas privadas na Bahia que já abrigaram reintroduções, incluindo aves, mamíferos e répteis