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Mão Santa: conheça a história por trás do apelido icônico de Oscar Schmidt

Foto: Renato Cobucci/Hoje em Dia/Futura Press/VEJA
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Muito além do talento, a marca registrada do maior cestinha da história do basquete nasceu de um reconhecimento à sua dedicação incansável nos treinos

Com a partida de Oscar Schmidt, muitas histórias sobre sua carreira voltaram a emocionar os fãs, e uma das maiores curiosidades é a origem do apelido “Mão Santa”. Embora pareça algo divino ou pura sorte, a história real revela muito sobre a personalidade do ídolo, que sempre fez questão de dizer que seu sucesso vinha de muito suor, e não apenas de dom.

O apelido surgiu na década de 80, em um período de conquistas memoráveis. Reza a lenda que a expressão ganhou força através de locutores e jornalistas esportivos, impressionados com a precisão cirúrgica de seus arremessos, especialmente os de três pontos, que pareciam guiados por uma força superior. No entanto, Oscar costumava “corrigir” o elogio com bom humor e humildade: ele dizia que sua mão não era santa, mas sim “treinada”.

O craque era conhecido por ser o último a sair da quadra, chegando a realizar mil arremessos após o fim dos treinos coletivos. Para ele, a “santidade” de sua mão era, na verdade, o resultado de repetição e disciplina. O apelido acabou se tornando uma marca mundial, simbolizando a perfeição técnica que levou o Brasil ao topo do basquete, como na histórica vitória sobre os Estados Unidos no Pan de Indianápolis em 1987. Hoje, o “Mão Santa” deixa as quadras da vida, mas seu nome permanece como sinônimo de excelência e amor ao esporte.