Radialista e ex-prefeito de Salvador, Kertész compartilha em “Riso—Choro (e tudo mais que vem no meio)” histórias pessoais e relatos de quatro décadas entre jornalismo e poder político.
No próximo mês de setembro, a Bahia vai ganhar um olhar íntimo sobre sua política e mídia. O ex-prefeito de Salvador e comunicador Mário Kertész lança sua biografia intitulada “Riso—Choro (e tudo mais que vem no meio)”, publicação da Editora EDUFBA.
A primeira sessão de lançamento acontecerá no elegante Restaurante Amado, em Salvador, no dia 9 de setembro, às 18h30, mas voltada apenas para convidados. Já no dia 10 de setembro, às 17h, o público poderá conhecer a obra de perto na Livraria LDM, no Shopping Bela Vista.
O prefácio é assinado pelo respeitado jornalista Jânio de Freitas, e a narrativa mistura memórias familiares com episódios marcantes da política baiana e nacional. Um dos pontos centrais é o rompimento com o então governador Antônio Carlos Magalhães (ACM) — episódio que viria a determinar as próximas etapas de sua carreira física e política.
Mário Kertész já carregava uma história longa: mais de 40 anos trabalhando entre jornalismo e gestão pública. Aos 22 anos, iniciou na vida pública como chefe de gabinete durante o governo de ACM. Foi também porta-voz de grandes obras, como a criação da empresa de limpeza urbana (Limpurb) e do sistema de transporte (Transur), além da revitalização do Centro Histórico.
Ele foi, ainda, um marco na história: primeiro prefeito biônico de Salvador (1979–1981), nomeado por ACM; depois se elegeu prefeito pelo voto direto em 1985, exercendo mandato até 1989, já rompido com o padrinho político. Nessa segunda gestão, seu legado inclui a criação do Palácio Tomé de Sousa e da Fábrica de Cidades — soluções arquitetônicas de baixo custo e alta qualidade.
Após ele deixar a vida pública em 1992, dedicou-se ao jornalismo: adquiriu rádios, criou a Rádio Metrópole e expandiu sua atuação com a revista Metrópole, o Jornal da Metrópole e a TV Metrópole — plataformas que ecoaram sua voz e sua marca de comunicação popular.
Ao divulgar “Riso—Choro…”, Kertész destacou que não se trata de acertar contas, mas de contar a sua história com gratidão, mesclando alegria e tristeza — o famoso “riso e choro”, marca registrada de sua forma de viver