Ex-líder do Black Sabbath e “Príncipe das Trevas” falece após longa batalha contra o Parkinson, dias depois de sua emocionante despedida no festival “Back to the Beginning”.
Morreu, aos 76 anos, John Michael “Ozzy” Osbourne, uma das figuras mais emblemáticas da música mundial. A confirmação veio nesta terça-feira, 22 de julho de 2025, por meio de um comunicado da família, que informou que ele faleceu pela manhã, cercado pelos entes queridos, pedindo respeito à privacidade neste momento.
Natural de Birmingham, Inglaterra, Ozzy deixou a escola cedo, passou por empregos braçais e teve uma juventude conturbada — incluindo problemas com a lei — antes de fundar o Black Sabbath em 1968. Com riffs pesados e temas sombrios, a banda redefiniu o heavy metal a partir de 1970, com álbuns como Paranoid e Master of Reality.
Em 1979, foi afastado da formação por dependência química, ressignificando-se como artista solo em 1980 com Blizzard of Ozz e o hit “Crazy Train”. Multiplatinado e pioneiro de Ozzfest, marcou época nos anos 1980 com sua irreverência e teatralidade.
Na década de 2000, Ozzy se tornou referência também na TV, com o reality The Osbournes, onde revelou o lado carinhoso e caótico da família. A persona escolar de “paizão divertido” cativou o grande público.
Mesmo com diagnóstico de Parkinson em 2019, Ozzy subiu ao palco pela última vez em 5 de julho de 2025, no festival Back to the Beginning, em Birmingham. Sentado em um trono, dividiu o palco com os integrantes originais do Black Sabbath e uma legião de estrelas como Metallica, Guns N’Roses e Steven Tyler.
O evento historicamente arrecadou milhões para instituições de caridade como Cure Parkinson’s e hospitais infantis locais. Poucas semanas depois, o mestre do metal faleceu.
Ao longo de mais de cinco décadas, Ozzy vendeu mais de 100 milhões de discos, foi duas vezes incluído no Rock & Roll Hall of Fame (Black Sabbath em 2006 e como artista solo em 2024), e levou três Grammys. Seu último álbum, Patient Number 9 (2022), ganhou o Grammy de Melhor Álbum de Rock.
Além da música, Ozzy quebrou tabus (como o famoso episódio de morder cabeça de morcego), enfrentou polêmicas e mostrou que era possível reinventar-se — do rock ao reality show, da dependência à sobriedade, da doença à resistência