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Mpox no Brasil: entenda o cenário atual, o avanço dos casos e como se proteger

Reprodução Ministério da Saúde
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Com registros confirmados em diversos estados, o país acende o alerta para o monitoramento da doença; saiba quais são as regiões mais afetadas e as recomendações dos especialistas.

O Brasil segue monitorando de perto o avanço da mpox, doença que voltou a ganhar destaque no cenário da saúde pública global. Após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar a situação como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, o Ministério da Saúde brasileiro intensificou o rastreamento de casos no território nacional. Recentemente, o número de diagnósticos confirmados ultrapassou a marca de 90 casos, com a inclusão de novos estados na lista de monitoramento, o que mostra que o vírus está circulando em diferentes regiões do país.

O mapa da doença no Brasil

Atualmente, a região Sudeste concentra a maior parte das notificações. O estado de São Paulo lidera o ranking com o maior número de casos confirmados, seguido pelo Rio de Janeiro e Minas Gerais. No entanto, a preocupação dos órgãos de saúde aumentou com a chegada da doença a novos estados, como Bahia e Pernambuco, indicando uma interiorização e uma disseminação geográfica mais ampla.

Embora os números atuais ainda estejam longe do pico observado em 2022, a vigilância é considerada fundamental. Isso porque a nova variante do vírus (Clado 1b), identificada inicialmente na África, apresenta características que exigem atenção redobrada quanto à transmissibilidade e gravidade, embora a maioria dos casos registrados no Brasil ainda pertença ao grupo anterior (Clado 2).

Transmissão e Sintomas: O que você precisa saber

Diferente do que muitos pensavam no início do surto, a mpox não é uma doença exclusiva de um grupo específico. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto e prolongado com as feridas na pele, secreções respiratórias ou objetos contaminados (como lençóis e toalhas) de uma pessoa infectada.

Os sintomas costumam aparecer entre 5 a 21 dias após o contato e incluem:

  • Erupções cutâneas ou feridas espalhadas pelo corpo (que podem começar como manchas e virar bolhas);
  • Febre súbita e calafrios;
  • Dor de cabeça e dores musculares;
  • Ínguas (linfonodos inchados) no pescoço, axila ou virilha;
  • Cansaço extremo.

Resposta do Governo e Prevenção

O Ministério da Saúde instalou um Centro de Operações de Emergência (COE) para coordenar as ações de combate à doença. O foco atual está na testagem rápida, no isolamento de pacientes infectados e no rastreamento de quem teve contato com eles. Quanto à vacinação, ela é direcionada, neste momento, a grupos específicos de maior risco e pessoas que tiveram contato direto com casos confirmados, seguindo as diretrizes técnicas de imunização.

Para a população em geral, a recomendação dos especialistas em infectologia é manter a higiene das mãos e, principalmente, evitar o contato próximo com qualquer pessoa que apresente lesões de pele suspeitas. Em caso de sintomas, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde e manter-se em isolamento até o diagnóstico final.