Revista Nova Imagem - Portal de Notícias

Nos acompanhe pelas redes sociais

Mulher descobre 22 irmãos após teste de DNA

Foto: Laura Oliverio/CNN
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Caso histórico expõe falta de regulamentação da indústria da fertilidade nos EUA, levantando questões sobre incesto acidental e responsabilidade médica.

Victoria Hill, uma assistente social clínica de Connecticut, EUA, nunca imaginou que um simples teste de DNA a levaria a descobrir que tinha 22 irmãos, muito além do irmão com quem cresceu. Mas as surpresas não pararam por aí. O teste revelou que o pai biológico de Hill não era quem ela pensava e que um médico de fertilidade, Burton Caldwell, usou seu próprio esperma para inseminar sua mãe, supostamente sem o consentimento dela. Este caso chocante expõe a falta de regulamentação da indústria da fertilidade nos EUA, levantando questões sobre incesto acidental e responsabilidade médica.

A busca por respostas começou quando Hill, intrigada com um problema de saúde, decidiu fazer um teste de DNA da 23andMe. O que deveria ser uma busca rotineira por informações pessoais acabou se transformando em uma descoberta surpreendente: Hill tinha 22 irmãos, alguns dos quais entraram em contato com ela para compartilhar mais revelações perturbadoras.

Além de descobrir a verdadeira extensão de sua família, Hill foi confrontada com a revelação de que um de seus irmãos recém-descobertos era seu ex-namorado do colégio, o que levantou questões sobre incesto acidental e os impactos emocionais devastadores dessa descoberta.

O caso de Hill não é único e destaca um problema maior na indústria da fertilidade nos EUA: a falta de regulamentação. A maioria dos estados, incluindo Connecticut, não possui leis contra fraude de fertilidade, deixando pacientes e suas famílias vulneráveis a práticas antiéticas por parte dos médicos de fertilidade.

Enquanto isso, mais de 30 médicos em todo o país foram flagrados ou acusados ​​de usar seu próprio esperma para inseminar pacientes, mas a responsabilização por esses atos tem sido escassa. A falta de leis que criminalizem a fraude na fertilidade dificulta a obtenção de recursos para as vítimas e permite que os médicos acusados ​​continuem praticando sem enfrentar consequências significativas.

O caso de Hill ressalta a necessidade urgente de regulamentações mais rígidas na indústria da fertilidade e levou ao impulso por mudanças legislativas. Propostas de lei em nível federal e estadual visam proibir a fraude na fertilidade e fornecer recursos legais para as vítimas, mas a luta continua para implementar essas mudanças.

Enquanto isso, pessoas como Hill e sua meia-irmã Janine Pierson estão determinadas a buscar justiça e responsabilizar os médicos envolvidos. Pierson confrontou pessoalmente Burton Caldwell, o médico que supostamente usou seu próprio esperma para inseminar sua mãe, em uma tentativa de obter respostas e enfrentar o homem por trás das decisões que afetaram profundamente suas vidas.

Victoria Hill e sua mãe, Maralee Hill. Foto: Laura Oliverio/CNN

O caso de Hill e outros semelhantes destacam a importância de uma regulamentação mais rigorosa na indústria da fertilidade e a necessidade de responsabilizar os profissionais médicos por práticas antiéticas. Enquanto as vítimas buscam justiça e as mudanças legislativas avançam, o impacto emocional dessas revelações continua a ecoar, destacando a importância de proteger os pacientes e suas famílias contra a fraude na fertilidade.

Janine Pierson exibe uma selfie que tirou com Caldwell em seu telefone em Hartford, Connecticut. Foto: Laura Oliverio/CNN

Últimas Notícias
Últimas Notícias