google.com, pub-6509141204411517, DIRECT, f08c47fec0942fa0

Revista Nova Imagem - Portal de Notícias

Nos acompanhe pelas redes sociais

Mulher espancada com mais de 60 socos pelo namorado recebe alta após cirurgia de reconstrução facial

Foto: Reprodução
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Agressão brutal em Natal, cirurgia de sete horas e indiciamento por tentativa de feminicídio marcam um caso que chocou o país

No dia 26 de julho de 2025, uma empresária de 35 anos, identificada como Juliana Garcia dos Santos, sofreu uma agressão violenta dentro de um elevador em Natal (RN), quando seu então namorado, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, desferiu 61 socos contra seu rosto, causando fraturas graves — incluindo maxilar, bochecha, nariz e globo ocular. A violência foi registrada por câmeras de segurança do condomínio.

Cirurgia complexa e recuperação — a vítima recebe alta

Após ser socorrida, Juliana foi submetida a uma cirurgia de reconstrução facial no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) da UFRN, em Natal, na última sexta-feira (1º de agosto). O procedimento, conduzido por uma equipe multidisciplinar de cirurgia e traumatologia buco‑maxilo‑facial, durou mais de sete horas. Embora a previsão inicial fosse de cinco horas, as múltiplas fraturas exigiram intervenções minuciosas com placas e parafusos para fixação óssea. A cirurgia foi considerada um sucesso, embora desafiante pela complexidade das lesões.

Três dias após a operação, em 4 de agosto, Juliana recebeu alta hospitalar no fim da noite. O HUOL informou que ela seguirá tratamento domiciliar com acompanhamento de uma equipe de profissionais e avaliação pós‑cirúrgica prevista ainda para este mês. O hospital estima que a recuperação total das funções de fala e da mastigação leve leve cerca de um mês e meio.

Contexto da agressão e investigação

Segundo o hospital, visitas externas não estão permitidas no momento por orientação médica. A vítima tem recebido apoio emocional restrito de sua rede de suporte, e envio de flores ou presentes foi limitado para evitar riscos durante o período de recuperação.

Igor Cabral, de 29 anos, foi preso preventivamente e indiciado por tentativa de feminicídio. Ele alegou ter sofrido um “surto claustrofóbico” durante o episódio e afirmou que estava sob instabilidade emocional e uso de substâncias, tese que não convenceu as autoridades. A Polícia Civil do Rio Grande do Norte segue investigando e já ouviu testemunhas e analisou as imagens do crime.

Uma história de violência recorrente e alerta necessário

Em depoimentos posteriores, Juliana relatou que o relacionamento era marcado por violência psicológica e ciúme excessivo. Ela afirmou que, apesar de já ter sido empurrada anteriormente, nunca havia sido fisicamente espancada com tamanha brutalidade. A motivação aparente da agressão teria sido uma mensagem no celular que causou ciúmes em Igor, desencadeando o ataque dentro do elevador, onde ela tentou se proteger e evitar a câmera — pensando na sobrevivência.

Esse caso reforça um alerta urgente para a sociedade: a escalada da violência doméstica e os sinais de controle e ciúmes como elementos de risco. Especialistas ressaltam a importância da denúncia precoce e da atuação de órgãos públicos para prevenir tragédias.